(Créditos da imagem: NASA/JPL/MSSS/Gerald Eichstädt/Justin Cowart).

Todos se impressionam com a enorme quantidade de luas que Júpiter possui: 67, até então. Mas isso mudou com um anúncio na última terça-feira (17).

Em 2012, uma equipe de cientistas liderada por Scott Sheppard — astrônomo da Carnegie Institution for Science, em Washington —, iniciou uma série de observações com o equipamento Dark Energy Camera, no Chile, para encontrar objetos na periferia do Sistema Solar.

No início do ano passado, a área que o telescópio iria “varrer”, iria sobrepor Júpiter. “Por que não observamos Júpiter?”, pensaram. E foi o que fizeram.

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Apesar de ser uma área bastante estudada há tempos, os antigos equipamentos são menos sensíveis do que o Dark Energy Camera. Logo, algo poderia ser encontrado.

Diversos candidatos à satélites naturais do gigante gasoso foram encontrados. Mas como toda descoberta, deve-se analisar a fundo para se ter certeza.

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Após pouco mais de um ano, em maio, foi comprovado: 12 dos candidato eram realmente luas. O anúncio ao público foi feito na última terça-feira (17), pela União Astronômica Internacional (IUA, na sigla em inglês).

A 12° lua foi batizada de Valetudo, em homenagem à bisneta de Júpiter, deus romano. Valetudo está em uma órbita perigosa, podendo se chocar violentamente com outro corpo.

“Valetudo é como dirigir pela estrada do lado errado do caminho”, disse Sheppard. “Ela está se movendo progressivamente enquanto todos os outros objetos a uma distância similar de Júpiter estão se movendo retrogradamente. Assim, colisões frontais são prováveis”.

Referências:

  1. SAMPLE, Ian. “Astronomers discover 12 new moons orbiting Jupiter – one on collision course with the others”; The Guardian. Acesso em: 18 jul. 2018.
  2. GONZALEZ, Robbie. “Astronomers discovered 12 new moons around Jupiter. Here’s how”; Wired. Acesso em: 18 jul. 2018.
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Mais um insignificante humano habitando um pálido ponto azul no vasto oceano cósmico circundante. Com minha ilusória auto-importância, característica humana, me aventuro pelo jornalismo científico. Apaixonado pela ciência desde criança, sou uma das poucas pessoas que como diz Carl Sagan, “passam pelo sistema com sua admiração e entusiasmo intactos”. Atualmente faço o ensino médio em uma ETEC e escrevo para o Ciencianautas.

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