A catapora é causada pelo vírus varicela-zóster e resulta em erupções na pele, coceira e febre, embora não costume ser fatal. (Créditos da imagem: Shutterstock).

Um adolescente americano que processou a escola onde estudava por ter sido suspenso após se recusar a tomar vacina contra catapora, agora contraiu o vírus.

Depois de um surto de catapora em uma escola no Kentucky em março, o Departamento de Saúde do Norte de Kentucky proibiu os estudantes de frequentar as aulas, a menos que pudessem provar que estavam vacinados ou imunes à doença.

Jerome Kunkel virou manchete em abril por sua malsucedida ação judicial contra o colégio Our Lady of Sacred Heart/Assumption Academy, na cidade de Walton, no Estado de Kentucky. Na ação contra a escola, ele argumentou que a vacinação era “imoral, ilegal e pecaminosa” e que seus direitos estavam sendo violados.

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A família de Kunkel se opõe às vacinas por motivos morais. Seu pai disse na época que a decisão era “tirania contra nossa religião, nossa fé e nosso país”.

O advogado de Kunkel, Christopher Weist, disse à NBC News que o adolescente começou sentir os sintomas da catapora na semana passada. Ainda segundo o advogado, Kunkel estará bem na próxima semana.

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No entanto, a família não se arrepende da decisão. O pai de Jerome Kunkel, Bill Kunkel, argumenta que vacinas derivam de “fetos abortados”, o que contraria as crenças religiosas da família.

Alguns dos primeiros vírus usados para fazer a vacina na década de 1960 foram produzidos a partir de tecidos imaturos de fetos humanos abortados. Mas nenhuma nova célula humana foi utilizada desde então para produzir vacinas, dizem especialistas em epidemiologia e fármacos.

Fonte:IFLScience
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Giovane Almeida
Sou baiano, tenho 18 anos e sou fascinado pelo Cosmos. Atualmente trabalho com a divulgação científica na internet — principalmente no Ciencianautas, projeto em que eu mesmo fundei aos 15 anos de idade —, com ênfase na astronomia e biologia.

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