(Créditos da imagem: Shutterstock).

O câncer é a principal causa de morte no mundo, responsável por 9,6 milhões de mortes em 2018. O tipo de câncer que mais mata é o de pulmão, com cerca de 1,76 milhão de mortes, de um total de 2,09 milhões de casos desse tipo de câncer em 2018.

Cientistas da Google e terceiros desenvolveram um algoritmo para prever o câncer de pulmão, com um desempenho de 94,4% no rastreio de 6.716 casos. Uma clínica independente foi contratada para fazer testes também, e utilizou 1.139 casos.

Para isso, os cientistas utilizaram o machine learning, ou seja, um algoritmo que aprende e que, por isso, melhora com o tempo — trata-se de inteligência artificial. Para esse aprendizado, os pesquisadores utilizaram mais de 40 mil casos, dos quais, aleatoriamente, eram 70% dos casos para o treinamento, 15% no ajuste e 15% nos testes.

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Para se garantir uma boa confiabilidade nos usos clínicos, para diagnósticos, mais testes são necessários, com uma maior variabilidade, pois só foram utilizados dois conjuntos de dados nos testes: o dos cientistas e o da clínica. Ainda assim, os resultados são muito promissores.

A vantagem desse método de detecção é a sensibilidade, pois o algoritmo detecta padrões e sinais que podem passar despercebidos por médicos. Desta forma, pode-se melhorar a qualidade de vida do paciente ao longo do tratamento, já que um diagnóstico tardio significa maior sofrimento. A utilização de inteligência artificial está sendo cada vez maior e mais ampla. Ao longo dos anos, veremos cada vez mais algoritmos em trabalhos clínicos.

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Referência:

  1. TSE, Daniel et al.Triagem end-to-end do câncer de pulmão com aprendizagem profunda tridimensional em tomografia computadorizada de tórax em baixa dose”; Nature, 2019. Acesso em: 23 mai. 2019
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Mais um insignificante humano habitando um pálido ponto azul no vasto oceano cósmico circundante. Com minha ilusória auto-importância, característica humana, me aventuro pelo jornalismo científico. Apaixonado pela ciência desde criança, sou uma das poucas pessoas que como diz Carl Sagan, “passam pelo sistema com sua admiração e entusiasmo intactos”. Atualmente faço o ensino médio em uma ETEC e escrevo para o Ciencianautas.

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