Memorial para os bombeiros, heróis no desastre de Chernobyl. (Créditos da imagem: Pixabay).

Todos conhecem o acidente de Chernobyl, o maior desastre nuclear da história. O desastre só foi tão grande por causa de omissões de informações e tentativas de encobrimentos. A região, até hoje acumula radiação; e isso é um problema na vegetação.

Os incêndios florestais causados por humanos na Ucrânia e outros países da região são um tanto comuns, pois ao início da primavera, alguns moradores ateiam fogo na grama seca. Esse fogo acaba se alastrando para as matas e rapidamente torna-se um grande incêndio florestal.

O incêndio, que se iniciou no dia 4 de abril, e, no dia 6 ocupava uma área com cerca de 20 hectares – quase 30 campos de futebol -, e três dias depois já estava ocupando 35 ha, está “libertando” essa radiação acumulada, que se espalha pelo ambiente através das cinzas, e causando um aumento de até 16 vezes os níveis normais de radiação nos entornos da cidade fantasma.

O Ciencianautas reitera a importância de se ouvir os cientistas. Há anos pesquisadores alertam quanto aos riscos dos incêndios florestais nos entornos de Chernobyl, assim como alertavam do risco de uma pandemia, assim como alertam dos riscos do aquecimento global, entre tantos outros alertas não só ignorados, mas encobertos por políticos de todo o mundo.

Segundo Griory Plachkov, chefe da Inspeção Estatal de Regulamento Nuclear da Ucrânia, análises feitas ontem (10), mostram que a nuvem de radiação deve passar por Kiev, capital da Ucrânia, que se situa a apenas 100 km de Chernobyl; outras cidades na região também serão atingidas. Entretanto, ele afirma que a radiação não será prejudicial e está em um nível 100 vezes abaixo do limite permitido. [LiveScience, ScienceAlert e UOL].