Colisão no espaço pode estar por trás das origens e das peculiaridades de dois exoplanetas. (Créditos da imagem: Zoë M. Leinhardt, Thomas Denman/Univ. Bristol).

Uma colisão cósmica pode ser a causa das diferenças entre dois exoplanetas que orbitam a mesma estrela.

Os astrônomos conhecem quatro planetas que orbitam a estrela Kepler-107, que fica na constelação do Cisne. Os dois planetas mais internos, Kepler-107b e Kepler-107c, têm cerca de 1,5 vezes o diâmetro da Terra, mas suas densidades são muito diferentes, de acordo com um estudo de uma equipe liderada por Aldo Bonomo, do Instituto Nacional de Astrofísica de Pino Torinese, Itália.

Usando o telescópio nas Ilhas Canárias, os cientistas rastrearam as mudanças na luz de Kepler-107 enquanto a gravidade dos demais planetas puxava a estrela. De acordo com os cálculos da equipe, Kepler-107c é duas vezes mais denso que o seu vizinho de tamanho similar. Os cientistas propõem que Kepler-107c já foi muito maior, mas uma colisão catastrófica com um objeto desconhecido retirou algumas das camadas externas do planeta e deixou sobretudo o seu núcleo rico em ferro.

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Se confirmada, a descoberta constituirá a primeira evidência de um impacto gigantesco em um mundo além do Sistema Solar.

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Referência:

  1. BONOMO, Aldo S. et al. “A giant impact as the likely origin of different twins in the Kepler-107 exoplanet system”. Nature Astronomy, 2019. Acesso em: 07 fev. 2019.
Fonte:Nature
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Giovane Almeida
Sou baiano, tenho 18 anos e sou fascinado pelo Cosmos. Atualmente trabalho com a divulgação científica na internet — principalmente no Ciencianautas, projeto em que eu mesmo fundei aos 15 anos de idade —, com ênfase na astronomia e biologia.

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