Cada ponto vermelho nesta imagem representa um incêndio. (Créditos da imagem: NASA).

Novas imagens registradas do espaço fornecem uma nova e chocante perspectiva sobre a atual crise na floresta amazônica, onde um número recorde de incêndios gerou uma preocupação internacional.

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), mais de  75 mil incêndios ocorreram na Amazônia desde o início do ano — um aumento de 84% em relação ao mesmo período de 2018. Se esses números não forem alarmantes o suficiente, as novas evidências visuais divulgadas pela NASA e pela NOAA mostram as dimensões das queimadas.

(Créditos da imagem: NASA/NOAA).
(Créditos da imagem: NASA/NOAA).

Registrada pelo satélite Suomi NPP em 20 de agosto, a imagem acima revela a extensão da fumaça nos estados brasileiros do Amazonas, Mato Grosso e Rondônia.

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(Créditos da imagem: NASA Worldview).
(Créditos da imagem: NASA Worldview).

O instrumento NASA Worldview fornece outra representação arrepiante da extensão das chamas, com cada ponto vermelho na imagem acima representando um incêndio ou uma “anomalia térmica”.

Incêndios florestais não são incomuns na Amazônia durante a estação seca, que vai de julho a outubro, e muitas vezes começa naturalmente. No entanto, o aumento da atividade humana na região está levando a uma escalada do problema, já que a queima é vista como a maneira mais eficaz de desmatar a terra para a agricultura.

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No entanto, os incêndios deste ano são anormais, e os ambientalistas estão colocando a culpa nos pés do presidente Jair Bolsonaro, que retirou as restrições ao desmatamento ilegal e incentivou os agricultores e madeireiros a limparem a terra.

Bolsonaro respondeu com acusações, afirmando que ambientalistas de esquerda e ONGs começaram os incêndios a fim de constranger ele e seu governo, depois que o financiamento para a conservação foi cortado. Bolsonaro ainda não apresentou nenhuma evidência para respaldar essas alegações.

De forma alarmante, o governo informou que não tem recursos para combater os incêndios, levando a temores de que a maior floresta tropical do mundo possa sofrer danos significativos antes do fim da estação seca. [IFLS].

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Giovane Almeida
Sou baiano, tenho 18 anos e sou fascinado pelo Cosmos. Atualmente trabalho com a divulgação científica na internet — principalmente no Ciencianautas, projeto em que eu mesmo fundei aos 15 anos de idade —, com ênfase na astronomia e biologia.

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