(Créditos da imagem: NASA/ESA).

A imagem foi tirada quando Júpiter, o maior planeta do nosso Sistema Solar, estava a 653 milhões de quilômetros da Terra, mais de quatro vezes a distância entre nosso planeta e o Sol.

A imagem mostra duas mudanças cruciais na atmosfera de Júpiter, uma em cada hemisfério. As observações foram realizadas em 25 de agosto.

No hemisfério norte, em cerca de latitudes médias (logo acima do satélite natural Europa na imagem abaixo), há uma tempestade com ventos movendo-se a uma velocidade impressionante de 560 quilômetros por hora. Esta pluma foi vista pela primeira vez em 18 de agosto e desde então, uma segunda se formou.

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Esses tipos de tempestades não são incomuns em Júpiter, mas os astrônomos ficam perplexos com algumas manchas mais escuras que ficam atrás da pluma.

Isso já foi observado antes, levando os pesquisadores a se perguntar se estamos testemunhando a formação de uma grande tempestade no hemisfério norte.

Júpiter em luz visível com Europa à esquerda. (Créditos da imagem: NASA/ESA).

O hemisfério sul de Júpiter já tem grandes tempestades

A Grande Mancha Vermelha tem precedência tanto em idade (vários séculos) quanto em tamanho: 15.770 quilômetros, muito maior que a Terra.

Mas não está sozinha. A Oval BA (logo abaixo da Grande Mancha Vermelha nesta imagem) se formou nos anos 2000 após a colisão de três tempestades. Em 2006, a tempestade mudou de cor, tornando-se carmesim e ganhando o nome de Red Spot Jr.

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Desde então, a tempestade voltou ao seu branco original, mas parece que isso não está mais acontecendo. O centro da tempestade pode estar voltando para o vermelho. Ainda está a muitos tons de distância da Grande Mancha Vermelha, mas claramente não é mais branco.

Júpiter em visão pancromática cobrindo comprimentos de onda ultravioleta a infravermelho. (Créditos da imagem: NASA/ESA).

A equipe também coletou uma bela imagem do que o planeta parece além do espectro visível de luz. A combinação de observações do ultravioleta ao infravermelho próximo.

As observações ajudam os astrônomos a descobrir a que profundidade a névoa está localizada.

Com informações do IFLScience.

Este texto foi originalmente publicado por Realidade Simulada. Leia o original aqui.