Um homem foi hospitalizado após injetar em si mesmo um chá de cogumelos mágicos. (Créditos da imagem: Shutterbug75/Pixabay).

Um homem foi hospitalizado após injetar em si mesmo um chá feito de cogumelos mágicos. Com isso, o fungo cresceu em suas veias.

O relato do caso foi publicado no Journal of the Academy of Consultation-Liaison Psychiatry e a descrição do homem de 30 anos feita pelos médicos refere-se a ele como o “Sr. X”, para fins de anonimato. Ele procurou se automedicar para a dependência por opioides e depressão injetando o chá de cogumelos mágicos.

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Os médicos descobriram o ocorrido quando o paciente foi levado ao pronto-socorro por sua família, já preocupada com o seu estado de confusão. O homem havia parado recentemente de tomar a medicação prescrita para o transtorno bipolar tipo I. Logo depois, passou a oscilar entre estados mentais depressivos e maníacos, segundo a família.

A utilização dos cogumelos mágicos

Ao parar de tomar a medicação, Sr. X pesquisou os efeitos terapêuticos da microdosagem de LSD e da psilocibina. Esse último é um psicodélico natural produzido por mais de 200 espécies de cogumelos.

(Créditos da imagem: TheOtherKev/Pixabay).

Realmente, em diversos estudos o composto psilocibina é demonstrado como tendo efeitos terapêuticos, incluindo o alívio da depressão, ansiedade e preocupação existencial em pacientes terminais. Porém, são ensaios controlados e a droga é administrada por via oral. Já o homem pegou os cogumelos mágicos e fez um “chá” derramando água fervente no fungo, que contém a psilocibina solúvel em água.

Após, ao invés de beber o chá de cogumelos mágicos – método de uso recreativo da droga – o Sr. X preparou uma injeção e injetou essa mistura em suas veias. Logo, alguns dias depois, ele precisou ser internado na UTI, porque o fungo estava crescendo em seu sangue.

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O paciente ficou 22 dias no hospital, sendo 8 dias no departamento de emergência, onde recebeu o tratamento para a falência de órgãos multissistêmicos. Agora liberado, ele segue o tratamento com um regime de longo prazo de antibióticos e antifúngicos.

Este texto foi originalmente publicado por SoCientífica. Leia o original aqui.