(Créditos da imagem: Reprodução).

Hitler e o fusca têm história. Esse carismático carrinho teve sua origem na Alemanha Nazista, embora seu sucesso tenha apagado esse seu passado. No início da década de 1930, Ferdinand Porsche estava animado para projetar um carro popular. O nome Volkswagen significa ‘carro do povo’, em alemão, e é a partir desse sonho que inicia-se o surgimento da empresa hoje tão conhecida e do nosso querido fusca. 

Hitler era bastante populista, e claro que ele também queria um carro popular. Portanto, era de se desejar um bom e barato carro rodando pelas gigantescas ‘autobahns’ alemãs. Em 22 de junho de 1934, Hitler e Porshe assinam um contrato para o desenvolvimento de um Volkswagen Tipo 1.

Fábrica da Volkswagen em Wolfsburg, na Alemanha, durante o período nazista. (Créditos da imagem: Gary Catchen).

O automóvel deveria ser econômico, barato e robusto. Enfim, o automóvel precisava ser um fusca. O governo alemão queria que fosse um carro suficiente para transportar uma família de 5 alemães a uma velocidade de 100 km/h pelas estradas. Da mesma forma, o preço deveria ser de até 990 Reichsmarks. Isso representava 31 semanas de um trabalhador médio alemão. Dessa forma, muito mais barato do que os carros para o trabalhador médio na Inglaterra.

Porshe se envolveu em uma polêmica, quando a montadora Tcheca Tatra o acusou de ter roubado seus designs. Mais tarde, na década de 1960, a Volkswagen pagaria uma reparação extrajudicial, com um valor bastante substancial. 

Pós guerra

Em 1945, com a Alemanha já rendida e invadida, um curioso carro foi avistado por britânicos, sendo despachado de uma fábrica já danificada pelas bombas. Uma comissão presidida por Sir William Rootes o classificou como “muito pouco atraente para o comprador médio de automóveis”. Eles o acharam feio e barulhento, e não pensaram que o carro poderia fazer sucesso comercial. Hoje sabemos que isso foi um tremendo erro.

Ferdinand Porsche atrás de um volante. (Créditos da imagem: Wikimedia Commons).

Mas nem todos odiaram o carro. Também em 1945, o major Ivan Hirst, oficial-engenheiro do exército britânico, já testemunhara a qualidade dos Volkswagen aplicados em missões militares pelos alemães. Ele foi, então, uma das pessoas que pensaram que o fusca poderia ter um bom sucesso pelo mundo. 

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Ainda em 1945, portanto, retomam a produção do fusca, paralisada durante a guerra para a produção de veículos militares. As primeiras unidades do fusca passaram a atender os militares aliados que estavam na Alemanha, já que a presença militar dos vencedores da guerra ainda duraria alguns anos, para impedir uma re-ascensão de um governo semelhante ao de Hitler no país, além de questões imperialistas e de vitória da guerra.

Na década de 1950, enfim, as primeiras unidades do fusca chegaram ao Brasil, originalmente conhecido aqui como Volkswagen Sedan. 

Não só no Brasil, mas no mundo, o fusca foi um sucesso absoluto. Não só produzido pela Volkswagen, mas o fusca também foi produzido de forma licenciada por diversos países, mesmo após sair de linha nas montadoras VW. A última unidade produzida foi no México, no ano de 2002.

Com informações de BBC Culture e Forbes.