(Créditos da imagem: Pixabay).

George Hotz obteve um destaque na adolescência, ao ser o primeiro hacker a desbloquear um Iphone, ainda na primeira geração do aparelho. Hotz já trabalhou na Google, no Facebook e é criador da comma.ai, uma startup que desenvolve softwares para carros autônomos.

O hacker acredita que estamos em uma simulação, e deseja sair dela, como no filme Matrix. Segundo ele, “não há provas de que isso não seja verdade”. Essa sua crença foi anunciada em um discurso no festival SXSW. A ideia dele é criar uma espécie de igreja para sair da matrix.

“Estou pensando em começar uma igreja. Há muitos problemas estruturais com as empresas – não há uma maneira real de vencer. Com as empresas, você só perde realmente. Acho que as igrejas podem estar muito mais alinhadas com essas metas, e o objetivo da igreja seria realinhar os esforços da sociedade para sair [da simulação]”, disse Hotz no festival.

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Bastante explorada na ficção científica, a ideia de que vivemos em uma simulação é cogitada por muitos, como Neil deGrasse Tyson e Elon Musk. Em 2003 o filósofo Nick Bostrom publicou o artigo “Are You Living in a Computer Simulation?” (Você está vivendo em uma simulação de computador?). Bastante influente, ele argumentava sobre essa possibilidade.

Em 2017, uma pesquisa publicada na Science Advances, havia concluído que não podemos estar em uma simulação, já que, pelo efeito Hall, a cada molécula adicionada, dobraria o número de processadores, o que tornaria o número de átomos desse computador maior do que do universo.

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A ideia ainda é cogitada por nomes da ciência, já que é muito difícil de ser provada e de ser refutada. A ideia de George Hotz, no entanto, soa preocupantemente como uma espécie de seita, o que pode ser perigoso, dado o sombrio histórico de tais grupos.

Fonte:The Verge
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Mais um insignificante humano habitando um pálido ponto azul no vasto oceano cósmico circundante. Com minha ilusória auto-importância, característica humana, me aventuro pelo jornalismo científico. Apaixonado pela ciência desde criança, sou uma das poucas pessoas que como diz Carl Sagan, “passam pelo sistema com sua admiração e entusiasmo intactos”. Atualmente faço o ensino médio em uma ETEC e escrevo para o Ciencianautas.

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