Equipe ao lado do Angra, foguete que concorrerá na competição. (Créditos da imagem: UFABC Rocket Design).

Quatro equipes representarão o Brasil na terceira edição da Spaceport America Cup (SA Cup), a maior competição de foguetes do mundo, que conta com a participação de 122 equipes de quatorze países e ocorrerá entre os dias 18 e 22 de junho no estado do Novo México, nos Estados Unidos. Entre elas, está a UFABC Rocket Design, da Universidade Federal do ABC (UFABC), localizada no ABC paulista. As outras equipes brasileiras são do ITA, da UERJ  e da Escola Politécnica da USP.

Fundada há dez anos, a UFABC Rocket Design é uma equipe de foguetemodelismo da UFABC que atualmente conta com a participação de mais de 60 alunos da universidade.

A primeira competição que a UFABC Rocket Design participou foi o Festival Brasileiro de Minifoguetes, em 2015, onde conquistou o primeiro lugar na categoria principal. No ano seguinte, repetiu o feito. Em 2015 também participou da versão Beta da Cobruf, conquistando o primeiro lugar geral e na modalidade Ensino Médio.

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Já na SA Cup, estreou em 2017, na categoria 10.000 pés de apogeu SRAD, com o foguete Tupã. Tanto o motor quanto o foguete precisaram ser desenvolvidos por eles. A equipe ficou em quinto lugar e bateu o recorde de proximidade do apogeu, reconhecido pela Brazilian Association Rocketry.

Foguete Tupã sendo lançado na competição, em 2017. (Créditos da imagem: UFABC Rocket Design).

Este ano a sofisticação aumentou. A equipe participará, com o Angra, de uma nova categoria. À bordo do Angra irá o projeto Andurá, um experimento científico. O foguete necessitou um desenvolvimento de dois anos, e é o mais rebuscado já desenvolvido pela UFABC Rocket Design.

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A UFABC Rocket Design precisa, no entanto, de dinheiro para custear a viagem. Para isso, criaram uma campanha de arrecadação. Você pode ajudá-los clicando aqui, e compartilhando a vaquinha para que mais pessoas possam ajudar. Vale lembrar que a universidade é federal, ou seja, pública, e o Brasil enfrenta sérios problemas com congelamentos e cortes de verbas públicas para a ciência. Ajudar no fomento científico e de inovação, nesse momento de descaso, portanto, é essencial.

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Mais um insignificante humano habitando um pálido ponto azul no vasto oceano cósmico circundante. Com minha ilusória auto-importância, característica humana, me aventuro pelo jornalismo científico. Apaixonado pela ciência desde criança, sou uma das poucas pessoas que como diz Carl Sagan, “passam pelo sistema com sua admiração e entusiasmo intactos”. Atualmente faço o ensino médio em uma ETEC e escrevo para o Ciencianautas.

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