(Créditos da imagem: Steven Straiton).

Hieróglifos, utilizados muito no Egito, e também em outras civilizações, como o alfabeto cuneiforme, na mesopotâmia, são uma forma de escrita baseada em ideias, chamadas de pictografias. Como exemplo, nos dias de hoje, possuímos as placas de trânsito, grosso modo. Entretanto, os egípcios escreviam de tudo por meio destes hieróglifos, como textos científicos, históricos e religiosos.

Esse fato dificulta bastante na tradução, já que é uma forma de escrita bastante diferente. A nossa escrita representa os sons, as palavras. As palavras, por sua vez, que de fato representam as ideias. Para traduzir ideogramas, portanto, é necessária uma expertise além de um cruzamento de dados simples, como é feito pelo google tradutor, por exemplo.

A primeira vez, no mundo moderno, em que conseguimos traduzir os hieróglifos, foi em 1799, quando as tropas do francês Napoleão Bonaparte encontraram a famosa pedra de roseta. Nela, um texto estava escrito em três línguas: os hieróglifos, uma segunda língua egípcia, e no grego antigo. O grego antigo era uma língua conhecida pelos europeus, e é conhecida até hoje. A partir disto, foi possível compreender os ideogramas egípcios.

Hoje, 15 de julho, é o exato aniversário da data em que Napoleão e seus homens encontraram a pedra de Rosetta. Não por coincidência, o google lançou uma ferramenta que utiliza o machine learning – um campo da inteligência artificial para traduzir os hieróglifos egípcios para as línguas fonéticas. O programa recebeu o nome de Fabricius.

À Revista Galileu, Chance Coughenour gerente de programa para o Google Arts & Culture, explica o que os levou à criação da ferramenta: “Registros escritos do passado são uma das melhores maneiras de as pessoas entenderem como as pessoas viviam o seu dia a dia na Antiguidade”. Ademais, com essa automatização, eles facilitam o trabalho dos pesquisadores em seus trabalhos acadêmicos.

Você pode acessar e utilizar o Fabricius gratuitamente por meio deste link.

Referência:

  1. Revista Galileu. “Fabricius: ferramenta do Google permite conhecer e traduzir hieróglifos”. Acesso em: 15 jul. 2020.