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Juliana Blume | HypeScience — Um dos trabalhos mais inusitados apresentados na semana no Simpósio Internacional de Arqueologia Biomecular de 2016, que aconteceu em Oxford, na Inglaterra, envolveu gatos. Gatos vikings, mais especificamente.

Ao analisar o DNA dos felinos domésticos, os pesquisadores descobriram que os vikings levavam gatos em seus navios nas viagens de conquista do mundo. “Nem sabia que haviam gatos vikings”, disse Pontus Skoglund, geneticista populacional da Universidade de Harvard, nos EUA, que não estava envolvido no estudo.

“Não sabemos a história dos gatos antigos. Não sabemos sua origem, não sabemos como sua dispersão aconteceu”, explica uma das pesquisadoras envolvidas no trabalho, Eva-Maria Geigl, geneticista evolucionária do Instituto Jacques Monod, na França.

Ao analisar o DNA de 209 gatos encontrados em tumbas egípcias, pontos de sepultamento no Chipre e em uma antiga colônia viking na Alemanha, a equipe descobriu que os gatos passaram por duas ondas de dispersão no início de sua história.

Na primeira onda, os gatos se espalharam do Oriente Médio para o leste mediterrâneo, acompanhando fazendeiros. Já a segunda onda de expansão começou no Egito e se voltou para a Eurásia e África.

Esta segunda onda de expansão foi atribuída aos desbravadores dos mares — como fazendeiros, marinheiros e vikings — porque os gatos provavelmente eram incentivados a ficar nos barcos para controlar o problema com roedores.

O estudo tenta mapear a história dos gatos, que em comparação com a dos cães, está muito atrasada. Segundo Geigl, isso acontece por falta de financiamento para este tipo de pesquisa. [Science AlertLive Science].

Este texto foi originalmente publicado por HypeScience. Leia o original aqui.