Crânio de Buriolestes schultzi, uma das seis espécies de dinossauros antigos achados na região de Santa Maria. (Créditos da imagem: Rodrigo Müller).

Em fevereiro de 2019, cientistas da USP de Ribeirão Preto descreveram um fóssil de um pequeno dinossauro de no máximo 1,5 metro de comprimento. O animal viveu há 233 milhões de anos na área onde hoje é o Rio Grande do Sul. Agora, o Brasil conta com os seis fósseis mais antigos de dinossauros, consensualmente, do mundo, o que gera fortes indícios de que seu surgimento se deu no sul da América do Sul.

Esses dinossauros, no entanto, não são aqueles gigantescos imortalizados por filmes. O maior deles tinha apenas 2,5 metros de comprimento e metade da altura de um adulto humano.

Para datar os fósseis, não é possível utilizar o método de carbono 14, dada a grande escala de tempo, de centenas de milhões de anos. Para isso, utiliza-se uma cronologia feita através do solo e da camada rochosa onde o fóssil se encontra, já que cada período de tempo apresenta uma característica geológica.

Todos os seis fósseis remetem à idade Carniana, o primeiro estágio do Triássico Superior, que vai de 237 a 227 milhões de anos atrás. Para se ter ideia da escala de tempo, os dinossauros viveram até o final do período Cretáceo, que terminou 66 milhões de anos atrás. Foi nesse período que os dinossauros alcançaram seu ápice na escala evolutiva, e também onde foram extintos.

Os dinossauros surgiram durante a época em que todos os continentes eram unidos em um supercontinente, a Pangea, o que permitiu que se espalhasse pelo mundo. Uma grande diferenciação dos dinossauros ocorreu com a fragmentação da Pangea.  [Revista Pesquisa].