Rocha com centenas de ossos de pterossauros. (Créditos da imagem: Paulo Manzig).

Em 2014 uma paleontóloga brasileira descobriu que havia fósseis de Pterossauros brasileiros de 110 milhões de anos sendo vendidos no exterior, pelo Ebay. Após uma denúncia, o Ministério Público Federal iniciou uma investigação e encontrou outros 45 fósseis, que totalizavam milhões de reais.

Com a cooperação de autoridades Francesas, foi possível encontrar o responsável. Em uma operação de busca e apreensão, encontraram outras peças do Brasil e de outros países. Por determinação da justiça francesa, os fósseis serão devolvidos.

No entanto, o criminoso entrou com um recurso na Justiça da França pela propriedade do Pterossauro, que está sendo analisada. O Brasil já venceu em duas instâncias; agora falta apenas o julgamento de uma corte de Paris, a última instância.

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O tráfico de fósseis é bastante sofisticado. Os criminosos coletam fósseis valiosos e fazem fortunas comerciando-os ilegalmente. A Constituição Federal, através do Decreto-Lei de 1942 determina que fósseis são propriedades da União e não podem, portanto, serem retirados do país sem autorização.

À BBC Brasil,  Antônio Álamo Ferreira Saraiva, do Laboratório de Paleontologia e curador do Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens, disse que “Muitas pessoas que trabalham na mineração de calcário e gipsita da região do Cariri, rica em material fossilífero, acompanham o trabalho e as palestras dos especialistas e acabam aprendendo a diferenciar o que é raro e valioso do que é comum”. Segundo ele, traficantes então, o vendem para o exterior.

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A recuperação dos fósseis por meios legais, inédita no Brasil, abre caminho para a recuperação de outros objetos surrupiados do Brasil. [BBC Brasil].

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Mais um insignificante humano habitando um pálido ponto azul no vasto oceano cósmico circundante. Com minha ilusória auto-importância, característica humana, me aventuro pelo jornalismo científico. Apaixonado pela ciência desde criança, sou uma das poucas pessoas que como diz Carl Sagan, “passam pelo sistema com sua admiração e entusiasmo intactos”. Atualmente faço o ensino médio em uma ETEC e escrevo para o Ciencianautas.

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