Os pentaquarks são formados por dois conjuntos de partículas menores, um bárion (vermelho), que tem três quarks, e um méson (cinza), que tem um quark e um antiquark. (Créditos da imagem: Daniel Dominguez/CERN).

Para fazer um quinteto de quarks, combine um trio e um duo.

Partículas subatômicas exóticas chamadas de pentaquarks contêm cinco partículas menores chamadas de quarks e antiquarks. Mas essas partículas não são um simples aglomerado de cinco constituintes. Em vez disso, os pentaquarks são aglomerações semelhantes às moléculas de um par de partículas menores, cada uma das quais consiste em três quarks ou um quark e um antiquark, relata uma equipe de cientistas na Physical Review Letters.

Visto pela primeira vez em 2015 no Grande Colisor de Hádrons, em Genebra, os pentaquarks eram diferentes de tudo já visto antes. Todas as partículas anteriores contendo quark conhecidas eram bariões — partículas como prótons e nêutrons que contêm três quarks — ou mésons, que consistem em um quark e um antiquark. Mas os pentaquarks, com suas cinco partículas componentes, não se encaixam em nenhuma dessas categorias.

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“Não havia uma imagem clara de como esses pentaquarks foram construídos”, disse Tomasz Skwarnicki, coautor do estudo e físico de partículas da Universidade de Syracuse, em Nova York.

Alguns cientistas pensaram que os cinco constituintes do pentaquarks poderiam se misturar igualmente. Mas medições detalhadas do experimento LHCb revelaram que os pentaquarks são feitos de duas partículas conhecidas, um barão e um méson, grudados. Esta descoberta torna as partículas um pouco menos exóticas do que se especulou.

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Ainda assim, segundo Skwarnicki, o resultado revela novas facetas da física de partículas: antes da descoberta, não ficava claro que barões e mésons pudessem se apoiar uns nos outros. [ScienceNews].

Referência:

  1. HCb Collaboration. “Observation of a narrow pentaquark state, Pc(4312)+, and of the two-peak structure of the Pc(4450)+”; Physical Review Letters, 2019. Acesso em: 13 jun. 2019.
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Giovane Almeida
Sou baiano, tenho 18 anos e sou fascinado pelo Cosmos. Atualmente trabalho com a divulgação científica na internet — principalmente no Ciencianautas, projeto em que eu mesmo fundei aos 15 anos de idade —, com ênfase na astronomia e biologia.

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