(Créditos da imagem: FARMERSGOV).

As abelhas dos Estados Unidos passaram por um inverno excessivamente ruim.

Cerca de 38% das colônias de apicultores morreram entre 1º de outubro de 2018 e 1º de abril de 2019, segundo estimativas da Bee Informed Partnership. Embora não tenha sido o pior ano recente para as perdas de abelhas — que foi de 2012 a 2013 — os resultados mostram que o maior número de mortes durante o inverno foi registrado neste ano.

Os apicultores devem ser capazes de reconstruir esses números ainda neste ano, mas essas perdas no inverno levantam preocupações profundas sobre o futuro da polinização das culturas. Em média, em 13 anos de pesquisa, cerca de 29% das colônias morreram a cada inverno. Os números de 2018-2019 vieram de quase 4.700 apicultores, representando cerca de 12% dos 2,69 milhões de colmeias dos EUA.

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Os apicultores dizem que podem aceitar uma porcentagem de perdas em colônias durante o inverno (barras cinzas), mas as perdas reais de inverno (amarelo) estimadas nos últimos 13 anos foram maiores, segundo uma pesquisa anual da organização sem fins lucrativos Bee Informed Partnership. As colônias também morrem no verão, então, a partir de 2010, a pesquisa incluiu as perdas estimadas de colônias durante um ano inteiro (laranja). (Créditos da imagem: Bee Informed Partnership).

Algumas inundações e incêndios destruíram colônias este ano, mas “a maior preocupação é a Varroa [ácaros]”, disse Dennis vanEngelsdorp, entomologista de saúde das abelhas na Universidade de Maryland, em College Park. A espécie de ácaro invasora Varroa destructor se prende ao corpo das abelhas assim que elas se transformam em adultos. Os ácaros se livram da força das abelhas e espalham doenças, mas os remédios contra essa praga parece estar perdendo seu poder. “Idealmente, a longo prazo, teríamos uma abelha que fosse resistente”, conta vanEngelsdorp.

Os apicultores podem dividir colônias de abelhas sobreviventes e adicionar novas rainhas. Substituir as colônias mortas no inverno dessa maneira, no entanto, exige trabalho, tempo e dinheiro. [ScienceNews].

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Giovane Almeida
Sou baiano, tenho 18 anos e sou fascinado pelo Cosmos. Atualmente trabalho com a divulgação científica na internet — principalmente no Ciencianautas, projeto em que eu mesmo fundei aos 15 anos de idade —, com ênfase na astronomia e biologia.

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