(Créditos da imagem: Astrojan/Victor Tangermann).

Em junho de 2016, os Institutos Nacionais de Saúde deram à equipe de pesquisa da Universidade da Pensilvânia (UPenn) a autorização para iniciar um teste com a ferramenta CRISPR em seres humanos.

Na última segunda-feira (15), um porta-voz da UPenn confirmou à NPR que os pesquisadores da instituição começaram oficialmente a usar o CRISPR em seres humanos — marcando uma iniciativa que pode levar ao uso mais disseminado da tecnologia no futuro.

O porta-voz disse à NPR que a equipe da UPenn usou até agora o CRISPR para tratar dois pacientes com câncer, um com mieloma múltiplo e um com sarcoma.

Para o estudo, os pesquisadores removeram células do sistema imunológico dos pacientes, usaram o CRISPR para editar e configurar as células para atacar os tumores e, em seguida, devolveram as células aos corpos dos pacientes.

“Os resultados deste estudo serão compartilhados em um momento apropriado, por meio de apresentação de uma reunião médica ou por uma publicação revisada por pares”, disse um porta-voz da UPenn à NPR.

Este pode ser o primeiro teste CRISPR em humanos nos EUA, mas muitos outros já estão sendo desenvolvidos para observar se a tecnologia pode tratar efetivamente uma variedade de doenças e distúrbios.