Drosophila sp fly. (Créditos da imagem: Muhammad Mahdi Karim).

Uma equipe de pesquisadores da Universidade de St. Andrews, na Escócia, encontrou o que parece ser uma vantagem evolutiva para o comportamento sexual entre indivíduos do mesmo sexo nas moscas-das-frutas (Drosophila sp). Em um artigo publicado no Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences, a equipe descreveu as pesquisas com as moscas e os resultados obtidos.

Os cientistas insistiram por anos que, apesar do paradoxo aparente, deve haver uma vantagem evolutiva para o comportamento sexual do mesmo sexo (SSB, na sigla em inglês) — se não houvesse, o comportamento desapareceria devido à seleção natural. Neste estudo, os pesquisadores descrevem experiências realizadas com moscas-das-frutas que levaram à evidência de tal vantagem.

No estudo, a equipe começou com uma suposição sugerida por uma pesquisa anterior segunda a qual poderia existir uma possível vantagem evolutiva para o SSB e que esse comportamento estaria relacionado a uma super dominância e ao antagonismo sexual — eles levaram em consideração testes comportamentais realizados em 2.320 moscas-das-frutas. Tais testes consistiram em colocar moscas em um recipiente e ver como elas se comportavam umas com as outras.

Ao analisar todos os dados adquiridos, a equipe observou um fator que se destacou: os machos passaram um fator genético para as fêmeas que resultou em maior fecundidade (taxa de produção de descendentes saudáveis). Mais especificamente, eles descobriram que os machos com uma árvore genealógica cheia de machos que exibiam tendências de comportamento homossexual tendem a causar um aumento nas taxas de fertilidade quando se acasalam. A equipe não procurou os genes que podem ser os responsáveis ​​pelo fator genético, mas insistem que o estudo sugere que existe um mecanismo genético que permite a manutenção de níveis persistentes (e baixos) de comportamento sexual em moscas do mesmo sexo na espécie moscas-das-frutas que eles estudaram. Eles também sugerem que o trabalho destaca a necessidade de mais pesquisas sobre SSB em outras criaturas, e também em humanos.

Referência:

  1. HOSKINS, Jessica et al. “A test of genetic models for the evolutionary maintenance of same-sex sexual behaviour”; Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences, 2015. Acesso em: 24 out. 2017.
Fonte:Phys.org
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Giovane Almeida
Sou baiano, tenho 17 anos e sou fascinado pelo Cosmos. Atualmente trabalho com a divulgação científica na internet — principalmente no Ciencianautas, projeto em que eu mesmo fundei aos 15 anos de idade —, com ênfase na astronomia e biologia.

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