(Créditos da imagem: Reprodução).

Meses se passaram do desastre de Brumadinho, mas os efeitos são sentidos no presente e ainda serão sentidos no futuro. Paraopeba foi o rio mais afetado, e os rejeitos da barragem chegaram até o importantíssimo rio São Francisco, afetando milhares de pessoas. O desastre de Mariana, que afetou diretamente o rio Doce e cidades próximas, e muitos outros indiretamente, ocorrido há anos, também deve surtir efeitos ainda por muito tempo.

Um dos principais problemas de ambos os desastres é o lançamento de metais pesados na água. Nosso corpo não pode destruí-los e muitos deles são tóxicos. O chumbo, por exemplo, pode nos levar à morte.

E é essa a inspiração do projeto IARA (mãe das águas, do Tupi), em desenvolvimento por 19 alunos da USP de São Carlos – SP e que está participando o IGEM (International Genetically Engineered Machine Competition), a maior competição de biologia sintética do mundo.

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O projeto consiste no desenvolvimento de um método de descontaminação da água utilizando biofilmes bacterianos, que atuarão por meio da biorremediação – processo em que organismos vivos removem ou atenuam contaminações na natureza. De baixo custo, é ecologicamente sustentável e altamente eficiente.

As bactérias que formam o filtro — Escherichia coli —, sintetizam uma proteína que será responsável por atrair os metais pesados, com destaque para o chumbo e mercúrio. Para se ter ideia de sua versatilidade, essa incrível bactéria já foi proposta por cientistas canadenses para a produção de plástico utilizando fezes humanas na ISS.

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O projeto possui uma enorme importância, e possibilita a resolução de um problema que afeta milhões — se não bilhões — de pessoas ao redor do globo, a contaminação da água. No entanto, para que possam participar da competição, os alunos devem gastar, no total, 67 mil reais. Para custear, eles lançaram uma vaquinha online, e você pode ajudar clicando aqui.

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Mais um insignificante humano habitando um pálido ponto azul no vasto oceano cósmico circundante. Com minha ilusória auto-importância, característica humana, me aventuro pelo jornalismo científico. Apaixonado pela ciência desde criança, sou uma das poucas pessoas que como diz Carl Sagan, “passam pelo sistema com sua admiração e entusiasmo intactos”. Atualmente faço o ensino médio em uma ETEC e escrevo para o Ciencianautas.

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