Quase 30 anos depois de descobertos os dois primeiros exoplanetas da história, a NASA confirma lista com mais de 5.000 mundos orbitando estrelas extraterrestres.

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Foi em 1992 que, pela primeira vez, tivemos evidências concretas de planetas extrassolares, ou exoplanetas, orbitando uma estrela alienígena: dois mundos rochosos, girando em torno de uma estrela a 2.300 anos-luz de distância.

O novo marco revela ao todo 5.005 exoplanetas documentados no arquivo da NASA, cada um com suas próprias características. Cada um desses exoplanetas apareceu em pesquisas revisadas por pares e foi observado usando várias técnicas de detecção ou métodos de análise.

Atualmente, os cientistas possuem uma gama de instrumentos capazes de aprofundar as análises e determinar cada vez mais informações sobre eles. Novos instrumentos, como o recém-lançado Telescópio Espacial James Webb e o próximo Telescópio Espacial Nancy Grace Roman estão na lista de equipamentos disponíveis com incríveis capacidades.

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“Não é apenas um número”, diz a astrônoma do Instituto de Ciências de Exoplanetas da NASA, no Caltech, Jessie Christiansen. “Cada um deles é um mundo novo, um planeta totalmente novo. Fico animada com cada um porque não sabemos nada sobre eles.”

Anteriormente, a técnica usada para identificar esses exoplanetas era baseada no tempo muito regular dos pulsos da estrela em que orbitavam, alterados muito levemente pela influência gravitacional de seus corpos.

Infelizmente, esta técnica é restrita a pulsares (estrelas de nêutrons que, por conta de seu intenso campo magnético, transformam a energia rotacional em energia eletromagnética), ou seja, inadequada para estrelas sem essas características regulares de pulsações de milissegundos.

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Pioneiro no método de trânsito de exoplanetas orbitando suas estrelas, o astrônomo da NASA William Borucki foi quem deu o primeiro passo para chegarmos aos números de hoje.

Telescópio Espacial Kepler, lançado em 2009, contribuiu com mais de 3.000 exoplanetas confirmados para a lista, com outros 3.000 candidatos em espera.

Além do método de trânsito, os astrônomos podem estudar o efeito gravitacional que os exoplanetas exercem sobre suas estrelas hospedeiras. Na medida em que os objetos orbitam um centro de gravidade mútuo, uma estrela parece “oscilar” ligeiramente no local, alterando os comprimentos de onda de sua luz.

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Além disso, se você conhece a massa da estrela, pode estudar o quanto ela oscila para inferir a massa do exoplaneta e, ao saber o quão intrinsecamente brilhante ela é, pode-se inferir o tamanho do exoplaneta.

Como estudar exoplanetas diretamente é muito difícil, por serem pequenos, muito fracos, muito distantes e muitas vezes estarem muito próximos de uma estrela brilhante cuja luz ofusca qualquer coisa que o exoplaneta possa refletir, ainda há muito que não sabemos como, por exemplo, mundos além de nossas capacidades de detecção atuais.

Nos próximos anos, os limites de nossa tecnologia devem recuar e novas técnicas de análise devem surgir, talvez até o ponto de encontrarmos vestígios de vida fora do Sistema Solar.

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Publicado originalmente por Sputnik BrasilLeia o original aqui.