O primeiro e único eclipse total da Lua deste ano acontece nesta quarta-feira, 26 de maio, juntamente a uma Superlua vermelha. Infelizmente, habitantes do Brasil poderão observar apenas a Superlua e uma forma parcial do eclipse, que vai aparecer totalmente apenas para certas regiões da Oceania, oeste dos Estados Unidos e leste da Ásia.

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Ainda outro eclipse deve acontecer em novembro deste ano, mas será parcial. O desaparecimento total da Lua pela sombra da Terra, assim, deve acontecer completamente apenas na próxima quarta-feira. Neste estágio a Lua estará 157 quilômetros mais próxima da Terra do que a última Lua cheia, que ocorreu em abril.

Apesar de não podermos ver esse evento no Brasil, a Lua por aqui passará por algumas mudanças também no dia 26. A coloração avermelhada também ocorreu na Superlua rosa do dia 26 de abril. Contudo, a Lua cheia de maio aparecerá mais nítida no céu, além de parecer levemente maior — uma vez que estará realmente mais perto da Terra.

A partir das 5h47 da manhã no horário do Rio de Janeiro, será possível ver uma parte da Lua encoberta pela sombra da Terra, além da coloração avermelhada durante o nascimento do astro no horizonte.

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Mapa dos locais onde o eclipse lunar será visível. No centro do mapa, que mostra os continentes africano e europeu, o fenômeno não será visível.
Mapa dos locais onde o eclipse lunar será visível. No centro do mapa, que mostra os continentes africano e europeu, o fenômeno não será visível.
Reprodução/NASA

Eclipse lunar e a cor avermelhada da Lua

Como dito anteriormente, a Lua cheia de maio é aquela que está mais próxima da Terra, no perigeu da órbita. Isso acontece porque os astros celestes traçam órbitas elípticas, com dois focos — um ocupado pela Terra, no caso. Assim, a Superlua deste mês irá atingir o ponto mais próximo do nosso planeta na quarta-feira, mas ainda nos outros dias será possível vê-la significativamente maior que o normal.

Já o eclipse acontece devido à propagação da luz no espaço. Ou seja, com o Sol ao nosso lado, há a formação de sombras dos planetas e astros que o orbitam. Assim, quando ocorre o eclipse total da Lua, a sombra da Terra encobre o satélite. Nesse sentido, os astros ficam organizados na sequência: Lua, Terra e Sol, respectivamente.

Reprodução de como acontece um eclipse lunar. Imagem fora de escala.
Reprodução de como acontece um eclipse lunar. Imagem fora de escala.
Reprodução/NASA

coloração avermelhada, por conseguinte, acontece devido à própria atmosfera do nosso planeta. Isso porque quando a luz passa no limiar da atmosfera, como uma tangente, parte dos raios solares são “filtrados” – aqueles com menores comprimentos de onda, como azul ou verde. Os que passam por esse filtro são justamente da cor vermelha, laranja e amarela, dando a coloração da Superlua durante o nascer do satélite.

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Diferentemente do que ocorre com o Sol, não há risco em olhar diretamente para os fenômenos lunares. Ademais, não há necessidade da utilização de binóculos ou telescópios para ver os fenômenos, apesar deles serem bem-vindos para mais detalhes.

Com informações de LiveScience.
Publicado originalmente por SoCientíficaLeia o original aqui.