(Créditos da imagem: Imgorthand/iStock/Getty Images).

Pesquisadores que trabalham para a empresa de desenvolvimento industrial Carbios criaram uma enzima bacteriana mutante que pode decompor garrafas de plástico para reciclagem em apenas algumas horas, de acordo com o The Guardian.

A enzima pode decompor garrafas PET em seus compostos químicos individuais, que podem ser reutilizados posteriormente para fabricar garrafas novas.

O plástico reciclado convencional que passa por um processo termomecânico não é de qualidade suficientemente alta e é usado principalmente para outros produtos, como roupas e tapetes.

A Carbios fez parceria com os principais líderes da indústria, incluindo a Pepsi e a L’Oreal, para ajudar a desenvolver a tecnologia. Um artigo científico que descreve a descoberta foi publicado na revista Nature.

A enzima PET hydrolase pode quebrar 90% dos polímeros PET em apenas dez horas.

“Esta enzima otimizada e altamente eficiente supera todas as hidrolases de PET relatadas até agora”, descreve o resumo do artigo — mesmo em comparação com o segundo candidato mais promissor, uma cepa de bactéria degradadora de plástico chamada 201-F6.

A nova enzima foi identificada pela primeira vez em 2012 em um conjunto de folhas.

“Foi completamente esquecida, mas acabou sendo a melhor”, explicou Alain Marty, da Université de Toulouse, na França, e o diretor científico da Carbios, ao The Guardian.

A nova enzima também foi extremamente econômica em termos de produção. De acordo com os pesquisadores, fabricar um plástico novo a partir do petróleo custaria 25 vezes mais. “É um verdadeiro avanço na reciclagem e fabricação de PET”, afirmou Saleh Jabarin, professor da Universidade de Toledo, em Ohio, e membro do Comitê Científico da Carbios, em um comunicado.

Os pesquisadores esperam testar o potencial industrial e comercial do material em 2021 na França, segundo Marty.

“Nosso objetivo é estar em operação até 2024 ou 2025 em larga escala industrial”, disse o vice-executivo da Carbios Martin Stephan ao The Guardian. [ScienceAlert].