(Créditos da imagem: NASA/JPL-Caltec).

No próximo mês, a NASA planeja pousar seu próximo rover na superfície de Marte. Se tudo ocorrer bem, Perseverance decolará em sua aventura em meados de fevereiro, realizando uma série de experimentos científicos ao longo do caminho — incluindo o lançamento de um pequeno helicóptero.

De Victor Tangermann para o Futurism.

Em uma publicação no Medium, o engenheiro da NASA Evan Hilgemann explica como é dirigir um rover em Marte. No ano passado, Hilgemann foi selecionado para se juntar à equipe de engenheiros responsáveis por conduzir o rover Curiosity através das paisagens desérticas do Planeta Vermelho.

Rover Perseverance. (Créditos da imagem: NASA/JPL-Caltech).

Como os sinais levam 22 minutos para viajar da Terra para Marte, o rover cuida de inúmeras tarefas de navegação por si só. No entanto, “a maioria do que os rovers fazem é fortemente roteirizado e planejado com antecedência na Terra”, escreve Hilgemann.

O Perseverance conta com uma série de câmeras 3D que permitem aos engenheiros observar os arredores próximos e distantes do rover. As câmeras também possibilitam a criação de um terreno virtual de onde o rover está cobrindo.

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Hilgemann e sua equipe são responsáveis por garantir que o Curiosity não esteja em perigo. Por exemplo, “o sistema de suspensão do rover só pode lidar com rochas e saliências de até alguns metros de altura, então qualquer coisa maior deve ser evitada”, escreve o engenheiro. O rover também tem que evitar pequenas pedras e areia solta para garantir que ele não fique preso ou desgaste muito suas rodas.

Dirigindo um rover

A equipe tem várias maneiras diferentes de conduzir o rover. Os engenheiros podem enviar ao rover uma lista de instruções, um processo conhecido como “condução cega”, ou pode usar “odometria visual”, onde o rover para a cada metro para enviar uma imagem do seu entorno. Um computador então pode dizer se é seguro prosseguir.

O modo de navegação mais avançado do rover é “autonav”. Como o nome sugere, o modo transforma o Perseverance essencialmente em um carro autônomo.

“Como o autonav tem que parar com frequência para tirar várias imagens e analisar os dados, também é o modo de condução mais lento”, escreve Hilgemann. “O Curiosity só cobre cerca de 30 metros em uma hora no modo autonav.”

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Quando pousado no Planeta Vermelho em fevereiro, o Perseverance deve entrar na estrada rapidamente. Isto é, se tudo correr de acordo com o plano e o módulo de pouso da NASA sobreviver aos infames “sete minutos do inferno” à medida que desce pela fina atmosfera do planeta.

Avanços em navegação

Graças a “alguns upgrades importantes quando se trata de navegação”, o Perseverance será capaz de “dirigir pelo menos duas vezes mais rápido que o Curiosity graças a novos recursos de computação dedicados e algoritmos melhores”, escreve Hilgemann.

Um dos objetivos mais ambiciosos do Perseverance é coletar amostras e prepará-las para serem recolhidas mais tarde por uma sonda e trazidas de volta à Terra.