(Créditos da imagem: Depositphotos).

Você já observou seu comportamento ao assistir um vídeo ou ver uma cena em que uma pessoa sofre um machucado grave e que expressa reações de dor? Já se percebeu aflito ou preocupado após presenciar alguém se machucando (levando uma queda durante uma partida de futebol, tropeçando em uma pedra, prendendo o dedo na porta de um carro)? Bem, essas reações frente às experiências dolorosas de outras pessoas podem ser explicadas pelas neurociências e diversos pesquisadores têm investido neste tema.

Este fenômeno de reagir às experiências dolorosas de outra pessoa é chamado de empatia à dor e é bastante comum nas situações do cotidiano.

Devido aos diversos avanços tecnológicos, hoje podemos ver e entender como nosso cérebro funciona quando estamos pensando e sentindo algo, e isso vale também para a empatia.

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A empatia é um fenômeno neuropsicológico complexo, com explicações inclusive, evolutivas; mas, de maneira geral, se configura como a capacidade de inferir pensamentos e sentimentos do outro além disso, tomar a perspectiva do outro¹.

Em termos empíricos, um estudo² identificou nos participantes da pesquisa uma ativação de áreas cerebrais como a ínsula anterior e a região anterior do córtex cingulado em situações de estimulação dolorosa (estímulos térmicos dolorosos nas mãos) e ao assistirem vídeos de pessoas apresentando reações faciais de dor. Esses resultados contribuem para a ideia de que tanto a sensação dolorosa quanto a percepção da dor do outro ativam áreas cerebrais semelhantes.

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Nota:

  1. Agradeço à professora Emanuela Maria Possidônio de Sousa pela contribuição para esta matéria.

Referências:

  1. MARQUES, L. M.; RÊGO, G. G.; BOGGIO, P. S. “Empatia à dor: quando a dor do outro dói na gente”; Neurociências e Psicologia aplicadas à vida cotidiana, 2016.
  2. BOTVINICK, Matthew et al. “Viewing facial expressions of pain engages cortical areas involved in the direct experience of pain”; NCBI, 2005. Acesso em: 10 nov. 2019.
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Graduando em Psicologia pelo Centro Universitário Sete de Setembro (UNI7). Cearense, apaixonado por neurociências e por tecnologia.

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