(Créditos da imagem: Pixabay).

(Créditos da imagem: Pixabay).A educação ambiental é uma vertente da educação que busca o equilíbrio na relação entre o homem e o meio ambiente através da conscientização sobre os problemas ambientais decorrentes de ações antrópicas. Esta forma de educação surgiu no contexto do desenvolvimento industrial, especificamente em relação ao aumento da produção e do consumo, tendo em vista que este modelo econômico gera uma intensa exploração dos recursos naturais, sendo, portanto, um modelo  insustentável e com consequências relevantes para as próximas gerações, caso não sejam tomadas atitudes que busquem reduzir seus efeitos. Segundo a Política Nacional de Educação Ambiental, esta educação consiste em “processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade”. Vale destacar que, para que este processo seja eficaz, atingindo os seus objetivos, que envolvem o uso sustentável dos recursos naturais, é necessário que haja mudança de atitude, o que gera efeitos consideráveis na conservação ambiental, garantindo não apenas a disponibilidade de recursos naturais  para as próximas gerações, mas também o equilíbrio ecológico como um todo, essencial a continuidade da existência da vida na Terra.

Um dos ecossistemas que mais necessitam da aplicação teórica e prática da educação ambiental são os manguezais. Essas áreas são formadas por uma ampla biodiversidade que envolve diversas espécies animais e vegetais, e parte dessa diversidade biológica constitui de recursos naturais, ou seja, itens utilizados pelo homem para diversos fins como alimentação. Sendo uma área amplamente habitada pelo homem, a falta de saneamento básico em muitas dessas localidades contribui para as diversificadas formas de poluição e degradação no local. Sabendo também de sua importância como o “berço” da vida marinha, entendemos a necessidade de conscientizar a população sobre o uso correto dos manguezais, garantindo uma qualidade de vida para esta e as próximas gerações que se beneficiarão, direta ou indiretamente, dos recursos produzidos pelos manguezais.

Assim, ao pensar em desenvolvimento sustentável nesse contexto, devemos lembrar que isto só é possível através da educação ambiental e de políticas públicas apropriadas, pois, milhões pessoas retiram seu sustento familiar desses ambientes, intensificando a necessidade de realizar iniciativas que busquem estabelecer o uso sustentável desses recursos, garantindo o equilíbrio ecológico necessário à continuidade da existência dos manguezais.

Jessika Albuquerque
Jessika Gabriel de Albuquerque, graduanda em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e membra do Laboratório de Ecologia de Térmitas (LET). Ministra aulas e realiza pesquisas científicas, além de ser autora em jornais e sites de divulgação científica.