(Créditos da imagem: Pablo Carlos Budassi/Wikimedia Commons).

O objeto mais distante da Terra feito pelo homem é a sonda Voyager 1. Embora essa espaçonave da década de 1970 já esteja bastante distante e ainda esteja enviando informações para os pesquisadores, ela nunca será capaz de tirar uma foto do nosso Sistema Solar. Ou a Via Láctea. E, definitivamente, nunca de todo o Universo observável. Mas com a matemática e a arte, podemos reunir todas as informações que temos e ver como tudo se parece lá de fora, no Universo.

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Em 2012, o músico e artista Pablo Carlos Budassi criou a ilustração de todas as ilustrações: uma visão em grande escala de todo o Universo observável. A imagem resultante parece um globo ocular gigante. Na imagem, você verá o Sol e o Sistema Solar no centro, o anel externo da Via Láctea, o braço Perseu da Via Láctea, um anel de galáxias próximas, as teias cósmicas, a radiação cósmica de fundo de microondas do Big Bang, e, finalmente, o restante anel de plasma do Big Bang.

(Créditos da imagem: Pablo Carlos Budassi/Wikimedia Commons).

Ciência e arte

Você pode notar que a Terra parece estranhamente grande em comparação com praticamente todos os outros objetos descritos. A razão é que Budassi criou esta imagem em uma escala logarítmica, não na escala linear que você costuma ver nas imagens astronômicas. Se não o fizesse, a imagem seria inconcebível — afinal, é sobre o Universo que estamos falando.

Para entender melhor a escala, pense nesta imagem plana como um cone apontado diretamente para você. O Sol está na ponta. Cada seção do cone mais distante de você representa um campo de visão várias ordens de grandeza maiores do que a anterior.

Budassi conseguiu fazer isso coletando mapas, fotografias e dados de pesquisadores de Princeton e da NASA. Em 2005, uma equipe de pesquisadores de Princeton publicou uma coleção de mapas logarítmicos do Universo no Astrophysical Journal. Embora pareçam mais mapas do que fotografias, os pesquisadores foram capazes de “exibir com precisão toda a gama de escalas astronômicas da vizinhança da Terra até as microondas cósmicas de fundo” para uma escala logarítmica. Munido com estas informações, Budassi utilizou o Photoshop, imagens da NASA e algumas texturas criadas por conta própria. O resultado final? O nosso Universo estranhamente encantador, não exatamente em escala, mas talvez o melhor resultado que nós podemos chegar até agora. [Curiosity e Sociedade Científica].