Os ossos grosseiros do crânio do recentemente identificado Daspletosaurus horneri (canto superior esquerdo) sugerem que o tiranossauro tinha órgãos sensoriais em sua pele — os pontos pretos vistos no focinhos nesta ilustração. (Créditos da imagem: Dino Pulerá).

Por trás de sua fachada feroz, os tiranossauros provavelmente eram um pouco sensíveis. Uma nova espécie de tiranossauro pode ter tido órgãos altamente sensíveis em sua face que poderiam detectar o toque e a temperatura, relatam pesquisadores no Scientific Reports.

Diversos crânios da espécie recentemente identificada, Daspletosaurus horneri, que viveu aproximadamente há 75 milhões de anos e possuía cerca de 9 metros de comprimento, foram escavados em Bozeman, Montana. Os ossos faciais do D. horneri eram irregulares e grosseiros, como a “lama que as pessoas atravessaram uma dúzia de vezes”, diz o coautor da pesquisa, Thomas Carr, um paleontologista de vertebrados do Colégio Carthage, em Kenosha, Wisconsin. Essa textura e fiação é semelhante à dos crocodilianos, parentes próximos dos tiranossauros, que têm órgãos sensoriais especializados em suas escalas faciais.

A cabeça do dinossauro teria sido tão sensível quanto uma “ponta do dedo gigante”, diz Carr, permitindo potencialmente que D. horneri pegasse os seus filhotes delicadamente. Todos os tiranossauros provavelmente tinham esses órgãos sensoriais, sugerem Carr e seus colegas.

Publicidade
Adaptado de Elizabeth Eaton para o SpaceNews.
Compartilhe:
Letícia Miranda
Baiana que adora jazz, blues, samba, escrita e que perde muito tempo assistindo filmes. Interessada em diversas áreas da ciência, com foco em neurociência, psicologia, biologia e literatura.

Deixe seu comentário!

Por favor, digite o seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui.