Reconstrução facial de A. anemensis. (Créditos da imagem: John Gurche/ Matt Crow/Museu de História Natural de Cleveland).

Australopithecus é um gênero já extinto de hominídeos muito próximos ao gênero homo, a qual pertencemos. Assim como cada gênero compreende a um grupo de espécies — como nós, que somos da espécie sapiens, do gênero homo, o Australopithecus também possui diversas espécies. A mais antiga espécie do gênero é a anamensis, muito próxima da afarensis, do famoso fóssil chamado Lucy, descoberto na Etiópia em 1974.

O que conhecíamos sobre o A. anamensis se resumia a dentes e fragmentos da mandíbula. Até então, não conhecíamos o rosto do A. anamensis, mas agora, cientistas descobriram um crânio quase completo de 3,8 milhões de anos atrás, que é um pouco parecido com o crânio de Lucy. Com base no tamanho, eles suspeitam que pertencessem a um indivíduo masculino.

Descrito no final de agosto na revista Nature, o fóssil foi encontrado em 2016 pelo paleoantropologista Yohannes Haile-Selassie e seu grupo, na Etiópia. Sua mandíbula, projetada para frente, lembra bastante a de macacos não humanos, já que a do gênero homo é bastante plana em relação ao restante do crânio, e o tamanho do crânio é intermediário entre o dos humanos e dos chimpanzés.

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Há um outro fragmento de um A. afarensis de 3,9 milhões de anos, o que demonstra que as duas espécies coexistiram e reforça que a evolução dos hominídeos não é linear, já que coexistiu com os anamensis, assim como os humanos neandertais coexistiram com os sapiens (nós), e pode nos ajudar a entender melhor nossa origem. [LiveScience].

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Mais um insignificante humano habitando um pálido ponto azul no vasto oceano cósmico circundante. Com minha ilusória auto-importância, característica humana, me aventuro pelo jornalismo científico. Apaixonado pela ciência desde criança, sou uma das poucas pessoas que como diz Carl Sagan, “passam pelo sistema com sua admiração e entusiasmo intactos”. Atualmente faço o ensino médio em uma ETEC e escrevo para o Ciencianautas.

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