(Créditos da imagem: Pixabay).

Em cada fase do mundo há um fator que rege a economia, a política e a vida da população. Hoje, mais do que nunca, a tecnologia está presente em nosso dia a dia, na indústria, na economia, na política, na educação, na saúde etc.

O Brics, bloco econômico cuja sigla é formada pelas iniciais dos países-membros (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), tem como objetivo o desenvolvimento dos membros, todos emergentes.

Iniciada na última quarta-feira (25) em Johanesburgo, na África do Sul, a X cúpula dos Brics teve, em sua pauta, a discussão da área tecnológica e científica, referente à chamada 4° revolução industrial, além de outros assuntos.

Foram discutidas, por exemplo, colaborações no estudo do Blockchain, a “rede” na qual foi criado o Bitcoin. Ao contrário do que muitos pensam, o blockchain não é funcional apenas na área econômica. Muitas de suas utilidades ainda não são conhecidas.

A área de satélites também é discutida, com a proposta de compartilhamento de imagens e informações obtidas por esses equipamentos entre os países. Além disso, discute-se colaborações em inteligência artificial e desenvolvimento sustentável, como na produção de eletricidade.

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“De fato a ciência e tecnologia no Brasil encontra-se num estado muito precário, porque o financiamento está em baixa, tem agência de fomento que não está funcionando e os pesquisadores estão desmotivados”, disse à BBC a pesquisadora do Instituto Igarapé e consultora do Departamento de Assuntos Sociais e Econômicos da ONU, Adriana Erthal Abdenur. “Mas temos bolsões de resistência que precisam da diversificação da cooperação internacional para alimentar as ideias aqui no Brasil e para divulgar inovações no exterior.”

Divergências podem fazer com que os acordos não sejam fechados nessa cúpula. As conversas não progrediram como o Brasil esperava, o que não exclui a possibilidade de os acordos serem fechados em breve.

Referência:

  1. MORI, Letícia. “Décima Cúpula dos Brics: o que o Brasil pode ganhar em acordos científicos?”; BBC. Acesso em: 26 jul 2018.
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Mais um insignificante humano habitando um pálido ponto azul no vasto oceano cósmico circundante. Com minha ilusória auto-importância, característica humana, pretendo seguir carreira no jornalismo científico. Apaixonado pela ciência desde criança, sou uma das poucas pessoas que como diz Carl Sagan, “passam pelo sistema com sua admiração e entusiasmo intactos”. Atualmente faço o ensino médio em uma ETEC e escrevo para o Ciencianautas.

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