(Créditos da imagem: Ernest Wright/NASA/Scientific Visualization Studio).

Há muito tempo se pensa que, à medida que o Sistema Solar se tornou mais velho e mais úmido, o número de asteroides e cometas colidindo com a Terra e com outros planetas diminuiu constantemente. Mas um novo estudo revela o que parece ser um dramático aumento de 2,5 vezes no número de impactos na Terra nos últimos 300 milhões de anos.

A superfície da Terra está repleta de crateras de impacto dos últimos bilhões de anos, mas as crateras antigas são mais raras do que as mais jovens, um viés atribuído à turbulência das placas tectônicas, do vulcanismo e da erosão. Ao olhar para a Lua, que não lida com as mesmas forças, mas enfrenta o mesmo “bombardeio”, os cientistas podem investigar o passado de ambos os corpos.

Os cientistas usaram uma câmera térmica no Lunar Reconnaissance Orbiter da NASA para examinar o número de grandes rochas retentoras de calor nas crateras da Lua; essas rochas são eventualmente esmagadas por minúsculos impactos de meteoritos até se transformarem em poeira. Ao olhar para crateras previamente datadas, essas rochas foram definidas como uma técnica confiável de datação — quanto mais intactas as rochas, mais jovem a cratera.

No novo estudo, a equipe encontrou uma surpreendente abundância de crateras jovens, parecendo coincidir com o número na Terra. Isso significa que em sua história geológica a Terra é muito melhor em manter as características das crateras de impacto do que se pensava e que o recente crescimento coincide com um aumento real no número de colisões com asteroides ou cometas.

Mas os cientistas ainda não sabem o que causou o aumento. Talvez vários grandes asteroides tenham colidido ou se rompido há 300 milhões de anos; seus pedaços lentamente migraram do Cinturão de Asteroides e começaram a bombardear a Terra, dizem os pesquisadores. E isso pode ter incluído o gigantesco impacto, há 66 milhões de anos, que acabou com a maioria dos dinossauros.

Publicidade

Referência:

  1. MASROUEI, Sara; GHENT, Rebecca R.; BOTTKE, William F.; PARKER, Alex H.; GERNON, Thomas M. “Earth and Moon impact flux increased at the end of the Paleozoic”; Science, 2019. Acesso em: 24 jan. 2018.
Fonte:Science
Compartilhe:
Giovane Almeida
Sou baiano, tenho 18 anos e sou fascinado pelo Cosmos. Atualmente trabalho com a divulgação científica na internet — principalmente no Ciencianautas, projeto em que eu mesmo fundei aos 15 anos de idade —, com ênfase na astronomia e biologia.

Deixe seu comentário!

Por favor, digite o seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui.