(Créditos da imagem: Pixabay).

Uma viagem tripulada para Marte ainda é ficção, mas nas próximas décadas pode se tornar realidade. Elon Musk, por exemplo, criou a empresa SpaceX devido ao seu sonho de infância de pisar em Marte. A principal meta da empresa é levar o homem ao espaço.

Um obstáculo que experimentamos hoje são as mudanças que o espaço causa em nosso corpo. Problemas de saúde são garantidos para viajantes espaciais. O que precisamos fazer é buscar meios para minimizá-los.

Na última sexta-feira (29), um Falcon 9 levou 20 ratos com destino à ISS (sigla em inglês para Estação Espacial Internacional). Esses ratos serão estudados para entendermos melhor a influência do espaço no ritmo circadiano, mais conhecido como relógio biológico.

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Trata-se de um estudo do Centro para o Sono e Biologia Circadiana (CSCB), da Universidade Northwestern.

Metade dos ratos voltarão para a Terra após 30 dias. A outra metade permanecerá no espaço por 90 dias.

Além desses 20 que foram para o espaço, a NASA mantém em um simulador outros 20 ratos, que são gêmeos idênticos dos “pequenos astronautas”. O simulador imita as condições do espaço, mas com uma diferença: a gravidade permanece normal. Os cientistas, então, poderão observar os efeitos da microgravidade isoladamente.

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O ritmo circadiano pode afetar o sistema digestivo, o sono, condições metabólicas, imunológicas, etc.

“Como é esperado que uma viagem a Marte e às costas leve vários anos, precisamos determinar como a microbiota do intestino pode ser alterada em gravidade zero em grandes escalas de tempo.”, diz Fred Turek, diretor do CSCB.

Mas por que ratos?

Humanos e ratos, apesar de muito diferentes, compartilham muitas características genéticas, sofrendo efeitos muito parecidos.

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Os gêmeos humanos

O astronauta Scott Kelly e seu irmão, Mark Kelly, passaram por um teste parecido. Scott passou 340 dias na ISS, enquanto Mark ficou na Terra.

Ao analisar os dados, os cientistas perceberam que eles não são mais gêmeos idênticos devido às alterações causadas pela microgravidade e pela radiação espacial. Porém, o estilo de vida e a alimentação deles era diferente. Agora com os ratos, a análise pode ser mais completa.

“Com os gêmeos, só tínhamos dois sujeitos e não podíamos prescrever que eles comessem igual, ou vivem estilos de vida semelhantes enquanto Scott estava no espaço”, diz Martha Vitaterna, vice-diretora do CSBC. “Com este novo projeto, poderemos controlar a dieta e também examinar o fígado, o baço e a gordura para entender as maneiras pelas quais os componentes individuais afetam uns aos outros”.

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Referência:

  1. Universidade Northwestern. “Gutsy Mice Blast Off In Northwestern-Led Space Project”. Acesso em: 01 jul. 2018.