(Créditos da imagem: NASA/Victor Tangermann).

Pergunte a um cientista sobre o nascimento do Universo e ele provavelmente lhe dirá que tudo começou com o Big Bang.

O que ninguém sabe, no entanto, é o que causou a “explosão”. Alguns suspeitam que o Big Bang era, na verdade, uma estrela massiva que se tornou supernova, mas, novamente, ninguém sabe o que exatamente faz com que essas estrelas se incendeiem também.

Entretanto, isso pode ter mudado graças a uma equipe de pesquisadores da Universidade da Flórida Central (UCF, na sigla em inglês), que diz ter descoberto as condições necessárias para realizar uma “explosão” do Big Bang em seu laboratório.

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Uma equipe liderada por Kareem Ahmed, professor assistente do Departamento de Engenharia Mecânica e Aeroespacial da UCF, estava testando métodos para produzir propulsão a jato hipersônica quando descobriu que uma chama passiva poderia acelerar e explodir por conta própria.

“Exploramos essas reações supersônicas de propulsão e, como resultado, encontramos um mecanismo que parecia muito interessante”, disse Ahmed em um comunicado à imprensa. “Quando começamos a nos aprofundar, percebemos que as reações estão relacionadas a algo tão profundo quanto a origem do Universo.”

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O que a equipe descobriu foi que a turbulência poderia fazer com que uma chama passiva, como a de uma vela, se acelerasse e acabasse e explodisse.

A partir daí, a equipe criou um tubo de choque de duas por duas polegadas que induz a turbulência necessária para que uma chama passiva se torne ativa — essencialmente, os pesquisadores descobriram uma maneira de criar “pequenos Bangs” que imitam o nascimento de nosso Universo.

“Uma chama simplificada está reagindo a cinco vezes a velocidade do som”, disse Ahmed no comunicado.

Os pesquisadores detalharam o trabalho em um artigo publicado revista Science. Além de possíveis aplicações em viagens aéreas e espaciais, os pesquisadores acreditam que o estudo pode melhorar nossa compreensão do Big Bang, e talvez até o que — se alguma coisa — o precedeu. [Futurism].

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Giovane Almeida
Sou baiano, tenho 18 anos e sou fascinado pelo Cosmos. Atualmente trabalho com a divulgação científica na internet — principalmente no Ciencianautas, projeto em que eu mesmo fundei aos 15 anos de idade —, com ênfase na astronomia e biologia.

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