(Créditos da imagem: WK1003MIKE/Shutterstock).

As plantas têm uma linhagem evolutiva longa e inesperada. As plantas terrestres surgiram há 450 milhões de anos; as flores não apareceram até o Período Cretáceo, e a grama só brotou há 40 milhões de anos.

Nesse tempo, as plantas desenvolveram algumas características incríveis, e como um novo estudo conduzido pela Universidade de Birmingham revela, um “cérebro” também pode ser uma das características. Não só um, no mesmo sentido que os animais têm, mas uma série de células que agem como um centro de comando.

Encontrado dentro de embriões de plantas, essas células são responsáveis por decisões importantes em termos do ciclo de vida da planta. Elas provocam a germinação, algo que precisa ser cronometrado perfeitamente, a fim de evitar aparecer muito cedo em um inverno gelado ou muito tarde em um verão quente.

Os pesquisadores localizaram as primeiras dessas células dentro de uma planta vulgarmente conhecida como “agrião do thale”. O centro de comando é dividido entre dois tipos de células uma que incentiva sementes para permanecer dormente e uma que inicia a germinação.

As células avaliam (a partir do uso de hormônios) as condições ambientais em torno delas e decidem quando é melhor para começar o processo de “parto”, por assim dizer.

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Isso é incrivelmente difícil de observar em tempo real em embriões de plantas, então a equipe contou com modelos matemáticos para prever como os processos biológicos vão se desdobrar nos cenários mais comuns.

Chegando à conclusão de que essa troca hormonal estava controlando o processo de germinação, a equipe então usou uma versão geneticamente modificada da planta para certificar-se que as células foram interligadas. Desta forma, o movimento de hormônios entre as células foi maior — e, finalmente, a equipe observou as células do centro de comando se comunicando dessa forma.

Anteras de um “agrião do thale” vistos através de uma micrografia de fluorescência. (Créditos da imagem: Heiti Paves/Shutterstock).

Por que tem dois tipos de células, em vez de somente uma? De acordo com a equipe, isso significa que elas podem ter uma “opinião” diferente sobre as condições ambientais à sua volta — e a germinação ocorre apenas quando um consenso seja alcançado.

Adaptado de Robin Andrews para o IFLScience.
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Giovane Almeida
Sou baiano, tenho 17 anos e sou fascinado pelo Cosmos. Atualmente trabalho com a divulgação científica na internet — principalmente no Ciencianautas, projeto em que eu mesmo fundei aos 15 anos de idade —, com ênfase na astronomia e biologia.

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