(Créditos da imagem: Shutterstock).

O animal mais venenoso do mundo não é uma cobra ou um escorpião, mas sim uma vespa-do-mar também conhecida como cubomedusa —, um animal munido com o veneno capaz de matar mais de 60 pessoas. Agora, pesquisadores encontraram um antídoto para a picada letal deste cnidário.

Publicando suas descobertas na Nature Communications, pesquisadores da Universidade de Sydney descobriram que o veneno precisa de colesterol para matar as células humanas e decidiram testar se os medicamentos existentes poderiam conter a substância.

“Já que há muitos medicamentos disponíveis contra o colesterol, os pesquisadores testaram com um deles”, afirmou o diretor da equipe, Raymond Lau. “Funcionou”, concluiu o diretor.

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Em experimentos com células humanas e de ratos, a equipe descobriu que poderia frear a lesão do tecido e a dor associado à picada, se o medicamento fosse aplicado nos 15 minutos seguintes.

Nomeada por sua forma cuboide, a cubomedusa, de nome científico Chironix fleckeri, tem até 60 tentáculos, cada um com até 3 metros, dependo da espécie. O propósito deste poderoso veneno é atordoar ou matar presas rapidamente para que elas [as presas] não machuquem os tentáculos [da vespa] ao tentar se soltar.

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As vespas-do-mar podem ser encontradas na costa do norte da Austrália e na região biogeográfica oceânica Indo-Pacífico. As picadas podem causar dor aguda, vômitos violentos, necrose de pele, AVC, problemas cardíacos e a morte em alguns minutos.

O efeito da picada de uma vespa-no-mar em uma criança. (Créditos da imagem: Shutterstock).

Os pesquisadores afirmam que o medicamento vai parar completamente a necrose, a lesão e a dor, quando se aplica à pele. Entretanto, eles ainda não sabem se o fármaco poderá evitar um ataque do coração. Isso precisa de mais tempo de pesquisa.

Fonte:IFLScience
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Giovane Almeida
Sou baiano, tenho 18 anos e sou fascinado pelo Cosmos. Atualmente trabalho com a divulgação científica na internet — principalmente no Ciencianautas, projeto em que eu mesmo fundei aos 15 anos de idade —, com ênfase na astronomia e biologia.

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