(Créditos da imagem: Shutterstock/Victor Tangermann).

A obesidade e a diabete tipo 2 são bastante correlacionadas e representam grandes gastos com saúde no mundo. Existem, no mercado, vários medicamentos para perda de peso, mas causam vários efeitos colaterais.

Um novo estudo de pesquisadores da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, pode ter encontrado um novo caminho para medicamentos para perda de peso. A pesquisa, que utilizou cerca de 500 mil pessoas, focou na proteína MC4R, um receptor de um grupo de hormônios chamado melanocortina, que atuam, entre outras tarefas, na regulagem do metabolismo.

Os pesquisadores analisaram uma série de fenótipos — manifestações genéticas com os fatores ambientais — e descobriram que as variantes MC4R e LoF estavam associadas ao potencial ganho de peso, à diabetes tipo 2 e à doença arterial coronariana. Em seguida, perceberam que suas associação com a proteína β-arrestina — que atua na conversão de sinais —, está ligada ao menor risco de ganho de massa corporal, mas podendo apresentar efeitos como aumento da pressão arterial e frequência cardíaca.

Publicidade

Estima-se que cerca de 6% da população do Reino Unido de ascendência europeia possuem essas variações do MC4R ligadas ao menor risco de ganho de peso sem apresentar efeitos colaterais como os citados. Isso indica que a descoberta pode ajudar a dar origem a um novo tratamento para pessoas com doenças metabólicas associadas à obesidade e diabetes tipo 2

Referência:

  1. Lotta, Luca A. et. al. “Human Gain-of-Function MC4R Variants Show Signaling Bias and Protect against Obesity”; Cell. Acesso em: 23 abr. 2019.
Compartilhe:
Avatar
Mais um insignificante humano habitando um pálido ponto azul no vasto oceano cósmico circundante. Com minha ilusória auto-importância, característica humana, me aventuro pelo jornalismo científico. Apaixonado pela ciência desde criança, sou uma das poucas pessoas que como diz Carl Sagan, “passam pelo sistema com sua admiração e entusiasmo intactos”. Atualmente faço o ensino médio em uma ETEC e escrevo para o Ciencianautas.

Deixe seu comentário!

Por favor, digite o seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui.