Vacinação contra o Ebola em Butembo, na República Democrática do Congo. (Créditos da imagem: Anadolu Agency/Getty Images).

De acordo com os cientistas, o Ebola não pode mais ser chamado de doença incurável, pois dois medicamentos foram testados no principal surto na República Democrática do Congo e reduziram significativamente a taxa de mortalidade.

Os medicamentos ZMapp e Remdesivir, usados durante a maciça epidemia de Ebola em Serra Leoa, Libéria e Guiné, foram substituídos por dois anticorpos monoclonais, que bloqueiam o vírus. Todas as unidades de tratamento contra o Ebola agora usarão os dois medicamentos de anticorpos monoclonais.

“De agora em diante, não vamos mais dizer que o Ebola é incurável”, disse o professor Jean-Jacques Muyembe, diretor-geral do Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica na RDC, que supervisionou o estudo. “Esses avanços ajudarão a salvar milhares de vidas.”

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Um dos maiores obstáculos na luta contra o surto do Ebola tem sido a relutância daqueles que adoecem em procurar tratamento. Cerca 70% das pessoas infectadas na República Democrática do Congo morreram devido ao medo do tratamento. Agora, as taxas de sobrevivência são de noventa por cento!

De acordo com Anthony Fauci, diretor do NIAID dos EUA, a mortalidade geral daqueles que receberam ZMapp foi de 49%, enquanto a taxa de mortalidade do Remdesivir foi de 53%. Um anticorpo monoclonal produzido pela Regeneron teve a taxa de mortalidade mais baixa, a 29%, enquanto o anticorpo monoclonal 114, produzido pela Ridgeback Biotherapeutics, teve uma taxa de mortalidade de 34%.

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Mas os resultados em pessoas que foram a um centro de tratamento logo após ficarem doentes, em vez de ficarem em casa, foram ainda mais impressionantes — com taxas de mortalidade de 24% com o ZMapp, 33% com o Remdesivir, 11% com o 114 e apenas 6% com o fármaco do Regeneron. [The Guardian, Sociedade Científica].

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Giovane Almeida
Sou baiano, tenho 18 anos e sou fascinado pelo Cosmos. Atualmente trabalho com a divulgação científica na internet — principalmente no Ciencianautas, projeto em que eu mesmo fundei aos 15 anos de idade —, com ênfase na astronomia e biologia.

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