Dr. Ali Erturk olhando um rato transparente em seu laboratório. (Créditos da imagem: Reuters/Michael Dalder).

Criaturas e órgãos humanos transparentes podem soar como algo de laboratório de um cientista louco, mas essas incríveis criações não são os brinquedos do Dr. Frankenstein. Em vez disso, eles podem ajudar a preparar o caminho para os órgãos bioprintados em 3D no futuro próximo.

Neurocientistas da Universidade Ludwig Maximilians, na cidade alemã de Munique, passaram anos trabalhando em uma maneira de criar tecidos biológicos transparentes através de um processo conhecido como Subamostragem Diferencial com Ordenação Cartesiana (DISCO, na sigla em inglês).

Como explicado em estudos publicados na revista Nature Protocols e na Protocol Exchange, a técnica usa solventes orgânicos para “limpar” o tecido e torná-los transparentes. Até agora, os pesquisadores usaram o método em vários tecidos diferentes, desde camundongos até cérebros humanos (imagem abaixo).

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Ao torná-los transparentes, os pesquisadores podem estudar a intrincada anatomia e a estrutura detalhada dos tecidos a partir de um ponto de vista sem precedentes. Por exemplo, os cientistas podem realizar a varredura a laser de todo o órgão transparente sem precisar cortá-lo e, em seguida, usar a imagem para obter novos insights sobre sua estrutura vascular interna.

Embora outras tecnologias de tecidos transparentes tenham sido desenvolvidas, essa técnica em particular foi iniciada pelo Dr. Ali Erturk, artista e neurocientista da Universidade Ludwig Maximilians. Erturk diz que a técnica DISCO pode abrir caminho para a bioimpressão 3D de órgãos inteiros usando células e materiais biológicos. Conforme relatado pela Reuters, Erturk e sua equipe esperam criar um pâncreas com impressão 3D nos próximos 3 anos e um rim dentro de 5 a 6 anos.

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“Podemos ver onde cada célula está localizada em órgãos humanos transparentes. E então podemos replicar exatamente igual, usando a tecnologia de bioimpressão 3D para criar um órgão funcional real”, disse Erturk à Reuters. “Portanto, acredito que estamos muito mais próximos de um órgão humano real pela primeira.”

No início deste mês, outra equipe de cientistas em Israel fez um incrível avanço ao imprimir em 3D um coração usando as próprias células do paciente. Embora o órgão seja pequeno, mais ou menos do tamanho do coração de um coelho, é uma demonstração impressionante de como essa nova tecnologia é muito promissora.

Fonte:IFLScience
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Giovane Almeida
Sou baiano, tenho 18 anos e sou fascinado pelo Cosmos. Atualmente trabalho com a divulgação científica na internet — principalmente no Ciencianautas, projeto em que eu mesmo fundei aos 15 anos de idade —, com ênfase na astronomia e biologia.

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