A imagem, ampliada 5 vezes, ganhou o prêmio principal no concurso de fotografia Nikon Small World de 2019. (Créditos da imagem: Teresa Zgoda/Teresa Kugler).

À medida que os cientistas vasculham o mundo natural em busca da verdade, frequentemente capturam sua beleza. Foi o caso da técnica de microscopia Teresa Zgoda e da microfotógrafa Teresa Kugler.

Enquanto estavam no Instituto de Tecnologia de Rochester, em Nova York, elas combinaram microscopia de fluorescência e estereomicrografia para criar um retrato vívido de um embrião de tartaruga em desenvolvimento.

A belíssima imagem conquistou o primeiro lugar na competição de fotomicrografia Nikon Small World de 2019.

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Para alcançar a precisão de detalhes, Zgoda e Kugler uniram centenas de imagens focadas em diferentes locais e camadas da tartaruguinha, compondo assim todo embrião com uma riqueza que não apenas encanta, mas também revela sua anatomia.

Kugler e Zgoda são apaixonadas por fotomicrografia. Ambas afirmam que a microscopia é um hobby que lhes permite passar um tempo em suas duas paixões: conhecer o mundo e atividades artísticas.

Sua imagem exemplifica perfeitamente a mistura de ciência e arte que a Nikon Small World pretende trazer ao público a cada ano. Atualmente, Zgoda reside em Boston, Massachusetts, Kugler em Nova York.

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“A microscopia nos permite ampliar os menores organismos e blocos de construção que compõem nosso mundo — nos dando uma profunda apreciação pelas pequenas coisas da vida que muitas vezes passam despercebidas”, disse Kugler. “Isso me permite fazer ciência com um objetivo.”

“Somos inspiradas pelas belas imagens que vemos através do microscópio”, acrescentou Zgoda. “É profundamente gratificante poder compartilhar essa ciência com outras pessoas.”

Em 2019, o Nikon Small World chegou a sua 45ª edição. Ao todo, vinte imagens chegaram à final.

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O Dr. Igor Siwanowicz, cientista pesquisador do Campus de Pesquisa Janelia, do Instituto Médico Howard Hughes, em Ashburn, Virgínia (EUA), conquistou o segundo lugar por sua imagem composta de três micróbios unicelulares chamados stentors. Seus cílios, pequenos pelos usados ​​para locomoção e alimentação, destacam-se em contraste com o fundo preto.

Uma imagem de três stentors, microorganismos unicelulares comuns em lagos e riachos de água doce, conquistou o segundo lugar na competição. Com uma ampliação de 40 vezes, cada componente das células foi colorido artificialmente. (Créditos da imagem: Igor Siwanowicz).

“Sou apaixonado pela morfologia dos invertebrados; as restrições evolutivas usuais não parecem se aplicar ao reino de pequenos animais, o que é evidente na abundância e variedade de formas muitas vezes grotescas e totalmente alienígenas”, disse Siwanowicz ao comitê julgador.

Siwanowicz  informou que os stentores costumam ser difíceis de ver em sua forma estendida, semelhante a uma trombeta, porque mudam rapidamente de forma e contorcem seus corpos. Sua solução para fazer com que os invertebrados fiquem imóveis: expondo-os a íons de magnésio.

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No laboratório de paleontologia e desenvolvimento de Bhart-Anjan Bhullar, na Universidade de Yale, o estudante Daniel Smith Paredes capturou um embrião de jacaré-americano no dia 20º dia de seu desenvolvimento.

Usando diferentes manchas imunológicas, Smith Paredes foi capaz de delinear os nervos (brancos) e sua relação com o desenvolvimento do osso (amarelo). Ele está estudando como uma variedade de formas corporais de vertebrados surge durante o desenvolvimento. Como a entrada vencedora, esta imagem, que ficou em terceiro lugar, representa milhares de fotos individuais mescladas.

Mostrada com uma ampliação de 10 vezes, esta imagem de um embrião de jacaré-americano em desenvolvimento, que conquistou o terceiro lugar no concurso, está manchada para destacar o desenvolvimento de ossos (amarelo) e nervos (branco). (Créditos da imagem: Daniel Smith Paredes).

O bebê polvo de Carrie Albertin, bióloga marinha do Laboratório de Biologia Marinha de Woods Hole, Massachusetts, ficou com a 19ª colocação na competição. Ela estuda como funciona o corpo dos polvos e outros cefalópodes.

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A fotomicrografia foi feita em parceria com Martyna Lukoševičiūtė, cientista da Universidade de Oxford. Na bela imagem é possível ver como os pequenos tentáculos e ventosas se projetam do corpo principal da criatura.

Lukoševičiūtė disse aos juízes que o maior desafio ao tirar esta fotografia era fazer o embrião ficar parado. Ela usou uma lâmina de microscópio especializada com pequenas ranhuras e paredes para conter o embrião enquanto tirava a foto.

Esta imagem de um polvo em desenvolvimento foi tirada com uma ampliação de cinco vezes e foi artificialmente colorida para evidenciar diferentes tecidos. (Créditos da imagem: Carrie Albertin/Martyna Lukoševičiūtė).

A Daphnia magna, também conhecida como pulga-d’água, é um microcrustáceo comum em lagos e rios de água doce do mundo todo. Marek Miś, uma fotógrafa freelancer em Suwalki, Polônia, conseguiu capturar uma belíssima imagem da Daphnia grávida.

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Esta imagem de uma fêmea grávida Daphnia, um invertebrado microscópico comum em água doce, foi tirada usando luz polarizada para destacar as estruturas internas do indivíduo. (Créditos da imagem: Marek Miś).

Esse pequenino ser, com tamanho que varia de 0,2 mm a 5,0 mm, pode se reproduzir assexuadamente, então há uma chance de que a Daphnia em desenvolvimento (verde) dentro dessa fêmea seja um clone de sua mãe. Miś conquistou a 15ª colocação no Nikon Small World de 2019.

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