(Créditos da imagem: Shutterstock).

Duas pessoas na China foram diagnosticadas com peste, os casos mais recentes de uma doença comumente associada a uma catástrofe histórica durante a Idade Média.

A peste é causada pela bactéria Yersinia pestis e pode surgir em três formas — uma infecção pulmonar, conhecida como peste pneumônica; uma infecção no sangue, conhecida como peste septicêmica; e uma forma que afeta os gânglios linfáticos, chamada peste bubônica.

Yersinia pestis, a bactéria causadora da peste.

Destas três, a peste bubônica é a mais conhecida e estava por trás de várias pandemias, incluindo a Peste Negra do final da Idade Média, que, segundo estimativas, matou cerca de 60% da população europeia.

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Os dois novos casos tratados em um hospital de Pequim são da forma pneumônica, que é ainda mais grave que a peste bubônica.

De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) nos EUA, a peste geralmente se espalha para humanos que manipularam um animal infectado ou que foram mordidos por uma pulga hospedada por um animal infectado. No entanto, no caso de peste pneumônica, ela pode se espalhar quando uma pessoa infectada tosse. A peste pneumônica é altamente contagiosa e é fatal se não for tratada rapidamente com antibióticos.

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Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a Comissão de Saúde da China está monitorando os casos. O órgão implementou ações para conter e tratar os casos identificados.

Não é a primeira vez na história recente que a China lida com casos de peste. Em 2014, a cidade de Yumen foi isolada e 151 pessoas foram colocadas em quarentena depois que um homem morreu da doença.

Nos últimos anos, surtos da doença acontecem esporadicamente nas regiões rurais dos Estados Unidos, África, Ásia e América do Sul. A OMS relatou 3.248 casos e 584 mortes por peste em todo o mundo entre 2010 e 2015. [The Guardian].

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Giovane Almeida
Sou baiano, tenho 18 anos e sou fascinado pelo Cosmos. Atualmente trabalho com a divulgação científica na internet — principalmente no Ciencianautas, projeto em que eu mesmo fundei aos 15 anos de idade —, com ênfase na astronomia e biologia.

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