(Créditos da imagem: Caio Vinícius Bonifácio).

O bem-estar e a felicidade da população está diretamente relacionada com produtividade, bom andamento da economia, da política, entre outros diversos pontos.

O Centro de Pesquisa Aplicada em Bem-Estar e Comportamento Humano (CPBEC), sediado no Instituto de Psicologia da USP, tem como objetivo estudos sobre o bem estar e a felicidade, realizando estudos multidisciplinares, com fundamentos na psicologia e na neurociência cognitiva.

Financiado pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo) e pela Natura, a uma primeira impressão pode não parecer tão útil, mas as aplicações dos resultados são incontáveis. O Centro também conta com parcerias com a UNIFESP e com a Universidade Mackenzie.

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“Muitas vezes, uma empresa se aproxima de uma universidade e faz um contrato específico para que seja desenvolvida uma certa pesquisa de interesse daquela empresa. Não é isso que a Natura faz aqui. Ela não tem nenhuma encomenda e nenhuma demanda. Ela financia o que chamamos de pesquisa básica. Se (o trabalho) gerar algum conhecimento de interesse da Natura, ela vai poder se valer desse conhecimento”, explica ao ao Jornal USP Cláudio Possani, professor do Departamento de Matemática do Instituto de Matemática e Estatística da USP.

Apesar de um envolvimento de empresas, as pesquisas também podem apresentar utilidades públicas. Pode parecer estranho, mas essa modalidade de pesquisa, com investimentos públicos e privados, é bastante comum no mundo.

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Estudos que podem não apresentar utilidades imediatas podem acabar trazendo um grande resultado futuro. Por exemplo, a Web foi desenvolvida pelo Cern; a internet nasceu a partir de pesquisas do MIT e da Darpa; um software muito utilizado para encontrar câncer de mama foi desenvolvido inicialmente para melhorar imagens do Hubble. Por isso as empresas também investem em ciência de base; isso pode dar origem à estudos aplicados.

Atualmente o CPBEC conta com cerca de 30 pesquisadores. Com uma previsão de um investimento de R$40 milhões nos primeiros dez anos de atividade, os pesquisadores pretendem criar uma escala de bem-estar exclusivamente brasileira, já que, como coloca Ricardo Prist, doutor em Patologia Experimental e Comparada pela USP, “cada povo tem as suas dimensões e as suas características. Não adianta importar uma avaliação de bem-estar da Suécia ou da Dinamarca, países que têm grande parte de seus problemas sociais resolvidos”.

Fonte:Jornal USP
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Mais um insignificante humano habitando um pálido ponto azul no vasto oceano cósmico circundante. Com minha ilusória auto-importância, característica humana, me aventuro pelo jornalismo científico. Apaixonado pela ciência desde criança, sou uma das poucas pessoas que como diz Carl Sagan, “passam pelo sistema com sua admiração e entusiasmo intactos”. Atualmente faço o ensino médio em uma ETEC e escrevo para o Ciencianautas.

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