(Créditos da imagem: Shutterstock).

Um novo estudo descobriu que as baratas-alemãs (Blattella germanica) estão se tornando resistentes a muitos inseticidas e sprays de insetos amplamente utilizados, assim como produtos químicos aos quais nunca foram diretamente expostas.

Notavelmente, o estudo publicado na Scientific Reports revelou que as baratas podem desenvolver resistência dentro de uma única geração e também desenvolveram resistência cruzada, o que significa que elas ganharam tolerância a uma substância tóxica apenas por meio do contato com um tipo similar de inseticida.

“Não tínhamos a menor ideia de que algo assim poderia acontecer tão rápido”, disse o principal autor do estudo, Michael Scharf, do Departamento de Entomologia da Universidade Purdue, em um comunicado. “Vimos a resistência aumentar quatro ou seis vezes em apenas uma geração.”

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Os pesquisadores testaram diferentes métodos de três inseticidas — abamectina, ácido bórico e tiametoxam — em inúmeros apartamentos infestados de baratas em Indiana e Illinois durante seis meses. Em um dos procedimentos, três inseticidas diferentes foram rotacionados a cada mês durante três meses e depois repetidos. Em um segundo, eles usaram duas classes de inseticidas por seis meses. No terceiro, eles escolheram uma inseticida para o qual as baratas tinham baixa resistência inicial.

Independentemente dos diferentes coquetéis químicos, os pesquisadores não conseguiram reduzir o tamanho da população de baratas. Utilizando apenas uma inceticida, as populações cresceram cerca de 10%, à medida que os indivíduos começaram a desenvolver resistência. Mesmo com duas classes de inseticidas, as populações de baratas dispararam. Os pesquisadores conseguiram manter o número de baratas utilizando três inseticidas diferentes, mas foram incapazes de reduzi-lo.

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Barata-alemã se alimentando de um inseticida durante os estudos no laboratório da Universidade Purdue. (Créditos da imagem: John Obermeyer/Purdue Entomology).

Posteriormente, eles respaldaram suas descobertas por meio de testes de laboratório. Como esperado, os resultados mostraram que uma parte considerável das baratas e seus descendentes se tornaram “essencialmente imunes” a uma classe particular de pesticidas. [IFLS].

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Giovane Almeida
Sou baiano, tenho 18 anos e sou fascinado pelo Cosmos. Atualmente trabalho com a divulgação científica na internet — principalmente no Ciencianautas, projeto em que eu mesmo fundei aos 15 anos de idade —, com ênfase na astronomia e biologia.

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