(Créditos da imagem: Pexels).

Paradoxalmente, o que mais falta para um astronauta no espaço é espaço. Não podem ter grandes quantidades de recursos à prontidão. Na ISS, sigla em inglês para Estação Espacial Internacional, os abastecimentos com materiais de trabalho e alimentos são necessários constantemente.

Pensando nisso, cientistas da Universidade de Calgary, no Canadá, propuseram o Astroplastic, uma saída tanto peculiar quanto interessante. Atualmente, os dejetos dos astronautas à bordo da ISS são depositadas em um tanque e, mais tarde, queimados na atmosfera.

A proposta desses cientistas foi feita através de um estudo no qual eles afirmam que com bactérias da espécie Escherichia coli é possível produzir um bioplástico chamado polihidroxibutirato, também conhecido pela sigla PHB, através da fermentação dos dejetos humanos.

Sem fazer modificações nas bactérias, eles teriam que utilizar um processo chamado lise celular, que é a rotura da membrana plasmática para ser possível extrair o PHB. Porém, com alterações genéticas foi possível fazê-las secretar o PHB.

Esse bioplástico pode ser utilizado em impressoras 3D. Além de poder produzir algumas peças sustentáveis de lá do espaço, custos do manuseio dos excrementos podem ser reduzidos. Não só é um recurso para a ISS, mas também para futuras missões espaciais tripuladas de longas durações.

Referência:

  1. CHEN, Xingyu. et al. Astroplastic: A start-to-finish process for polyhydroxybutyrate production from solid human waste using genetically engineered bacteria to address the challenges for future manned Mars missions”; bioRxiv. Acesso em: 09 abr. 2018.