Ondas gravitacionais podem ter revelado um buraco negro engolindo uma estrela de nêutrons. Se confirmado, o evento será o primeiro desse tipo já visto. (Créditos da imagem: Dana Berry/NASA).

Estremecimentos no Cosmos revelaram o que provavelmente é o triste final de uma estrela de nêutrons — sendo engolida por um buraco negro.

Se confirmado, esta será a primeira detecção real desta fonte de ondas gravitacionais, o que implica em um tipo de cataclismo nunca antes visto. Pesquisadores dos observatórios da onda gravitacional LIGO e Virgo relataram o evento, que foi detectado em 14 de agosto, em um banco de dados público usado por astrônomos.

Os cientistas ainda estão analisando os dados para verificar o que criou as ondas gravitacionais, que são pequenas vibrações no espaço-tempo causadas por objetos massivos e velozes. Mas uma coisa parece bastante certa: “Algo ocorreu lá no céu”, disse o físico Daniel Holz, da Universidade de Chicago, membro do LIGO. “Até agora não se parece com nada que tenhamos detectado antes.”

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O LIGO e o Virgo já registraram ondas gravitacionais oriundas da fusão de buracos negros e da colisão entre estrelas de nêutrons, que são estrelas colapsadas extremamente densas. Em abril, os cientistas observaram indícios experimentais de um encontro entre um buraco negro e uma estrela de nêutrons, mas o sinal era fraco e pode ter sido um alarme falso.

Esta nova descoberta oferece evidências muito mais sólidas: a detecção foi tão clara que é muito improvável que seja um alarme falso. Os pesquisadores estimam que o encontro entre os dois objetos ocorreu a cerca de 900 milhões de anos-luz de distância e dentro de uma área de cerca de 23 graus quadrados no céu (para comparação, a Lua tem cerca de meio grau de largura). Desde então, os astrônomos vêm observando a região com seus telescópios, procurando por qualquer luz que possa ter sido emitida durante a fusão. Essa luz pode ser liberada enquanto a estrela de nêutrons é dilacerada pelo buraco negro.

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Um estudo mais aprofundado do encontro pode ajudar a revelar novos segredos sobre alguns dos objetos mais misteriosos do Universo. Mas a detecção potencial é excitante por si só, disse Holz. “O primeiro de todos é sempre fascinante.” [ScienceNews].

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Giovane Almeida
Sou baiano, tenho 18 anos e sou fascinado pelo Cosmos. Atualmente trabalho com a divulgação científica na internet — principalmente no Ciencianautas, projeto em que eu mesmo fundei aos 15 anos de idade —, com ênfase na astronomia e biologia.

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