Visão comprimida de todo o céu visível do Havaí, obtida pelo Observatório Pan-STARRS1. (Créditos da imagem: Danny Farrow/Pan-STARRS1/Science Consortium/Max Planck Institute for Extraterrestial Physics).

Os dados foram disponibilizados pelo projeto Pan-STARRS, que inclui cientistas da Universidade Queen’s Belfast.

Astrônomos e cosmólogos usaram um telescópio de 1,8 metro em Maui, no Havaí, para fotografar a imagem de três quartos do céu visível, durante quatro anos.

Três bilhões de fontes

Os dados capturados pelas pesquisas Pan-STARRS1 são constituídos por três bilhões de fontes distintas, incluindo estrelas, galáxias e outros corpos celestes.

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Esta imensa quantidade de informações contém dois petabytes de dados de computador — equivalente a um bilhão de selfies ou cem vezes o conteúdo total da Wikipédia.

A Pan-STARRS é hospedada pelo Instituto de Astronomia da Universidade do Havaí, que está divulgando os dados ao lado do Space Telescope Science Institute, em Baltimore, EUA.

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A colaboração também inclui a Universidade de Queen’s Belfast, as Universidades de Durham e Edimburgo e é apoiada pela NASA e pela Fundação Nacional da Ciência (NSF, na sigla em inglês).

Explosões luminosas distantes

“Trabalhamos neste projeto há mais de cinco anos na Queen’s, e descobrimos explosões distantes luminosas no Universo, e também asteroides próximos em nosso Sistema Solar”, disse Stephen Smartt, professor da Universidade de Queen’s Belfast. “Foi um fantástico esforço de equipe e agora esperamos que toda a comunidade científica se beneficie com a divulgação pública de nossos dados”.

Pesquisa digital

Em maio de 2010, o Pan-STARRS embarcou em um levantamento digital do céu em luz visível e infravermelho próximo.

Esta foi a primeira pesquisa com o objetivo de observar o céu procurando objetos em movimento e objetos transitórios ou variáveis, incluindo asteroides que poderiam potencialmente ameaçar a Terra.

“As pesquisas Pan-STARRS1 permitem que qualquer pessoa acesse milhões de imagens, a base de dados e catálogos contendo medições de precisão de bilhões de estrelas e galáxias”, disse o Dr. Ken Chambers, Diretor dos Observatórios Pan-STARRS, da Universidade do Havaí. “O Pan-STARRS fez descobertas de objetos próximos da Terra, objetos do Cinturão de Kuiper, planetas solitários entre as estrelas, mapeou a poeira em três dimensões em nossa galáxia, encontrou novos fluxos de estrelas, novos tipos de estrelas explodindo, e quasares distantes no Universo primitivo”.

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Céu estático

Os dados da pesquisa estão sendo feitos em duas etapas.

  1. O lançamento atual é o “céu estático”, que fornece um valor médio para a posição, brilho e cor de objetos capturados no céu em momentos individuais no tempo.
  2. Em 2017, um segundo conjunto de dados será lançado, incluindo catálogos e imagens.

Os dados estarão disponíveis online no site da Pan-STARRS1.

Fonte:ScienceDaily
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Giovane Almeida
Sou baiano, tenho 18 anos e sou fascinado pelo Cosmos. Atualmente trabalho com a divulgação científica na internet — principalmente no Ciencianautas, projeto em que eu mesmo fundei aos 15 anos de idade —, com ênfase na astronomia e biologia.

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