(Créditos da imagem: IAA-CSIC/UHU).

A descoberta vem graças a um minieclipse que ocorreu quando o planeta anão Haumea passou em frente a uma estrela distante, permitindo que os telescópios na Terra o analisassem. Além do anel, as observações revelam que Haumea não possui atmosfera ou possui, mas exerce uma pressão superficial menor do que 50 bilionésimos da pressão atmosférica da Terra medida ao nível do mar, informam pesquisadores na Nature.

Os cientistas também conseguiram estimar melhor o tamanho e o formato do Haumea, que é um pouco semelhante a uma bola de rugby apertada com cerca de 2.322 quilômetros de extensão. As análises mostram que o planeta anão é 20% maior do que as observações anteriores sugeriram, reduzindo a densidade prevista anteriormente para cerca de 1.885 quilogramas por metro cúbico (aproximadamente o mesmo que Plutão) e seu albedo, ou capacidade de refletir a luz, para cerca de 51%. Com 70 quilômetros de largura, o anel de Haumea é insignificante em comparação com aqueles que cercam Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, mas a descoberta sugere que os anéis em torno de asteroides e planetas anões podem ser mais comuns do que se acreditava anteriormente.

Adaptado de Sid Perkins para a Science por Julio Batista.

Referência:

  1. ORTIZ; J. L.. “The size, shape, density and ring of the dwarf planet Haumea from a stellar occultation”; Nature. Acesso em: 13 out. 2017.
Via:Universo Racionalista
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