(Créditos da imagem: NASA/JPL/Space Science Institute).

Há uma enorme quantidade de missões espaciais este ano. A venerável missão Cassini  chegará a um final dramático, uma nova missão de busca à exoplanetas e várias outras.

O grande final da Cassini

(Créditos da imagem: NASA/JPL-Caltech).

A sonda Cassini, que orbita Saturno desde julho de 2004, realizará um dramático mergulho na gigantesca atmosfera do gigante de gás em 15 de setembro. Essa queda suicida encerrará a fase “Grand Finale” da missão Cassini: uma série de 22 órbitas entre Saturno e seu anel mais íntimo.

Um esforço conjunto da NASA, da Agência Espacial Europeia e da Agência Espacial Italiana arrecadou US$3,2 bilhões para a missão Cassini-Huygens, que foi lançada em outubro de 1997. A nave-mãe Cassini transportou uma sonda chamada Huygens, que aterrissou em Titã — maior lua de Saturno — em janeiro de 2005.

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Cassini continuou circulando Saturno, estudando o enorme planeta, seus anéis e muitas luas. Cassini fez muitas descobertas importantes ao longo dos anos. Por exemplo, a sonda localizou lagos de hidrocarbonetos líquidos em Titã e gêiseres na lua Encélado.

O fim da sonda Cassini foi projetado para garantir que a espaçonave não contamine Titã ou Encélado — ambos capazes de suportar vida —, disseram funcionários da NASA.

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A missão de Dawn está chegando ao fim

Ceres. (Créditos da imagem: NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA).

A nave espacial Dawn da NASA também está chegando ao final, embora seus últimos dias não serão tão dramáticos quanto os da Cassini.

A missão Dawn, tendo o custo de US$467 milhões, foi lançada em setembro de 2007 para estudar Vesta e Ceres, os dois maiores objetos do Cinturão de Asteroides. A nave espacial circundou Vesta de julho de 2011 a setembro de 2012 e chegou ao planeta anão Ceres em março de 2015.

As observações de Dawn revelaram muito sobre Vesta, que é seco e rochoso, e Ceres, que é gelado. A sonda detectou manchas misteriosas em várias crateras de Ceres e encontrou evidências de que o gelo de água é comum logo abaixo da superfície do planeta anão.

Dawn está atualmente operando em uma missão estendida depois de encerrar sua missão primária em junho de 2016. Mas o abastecimento de combustível da espaçonave é baixo e provavelmente vai acabar em algum momento deste ano, disseram membros da equipe da missão. Após o desligamento da sonda, a nave espacial continuará orbitando Ceres como um satélite artificial do planeta anão.

A corrida privada para a Lua

(Créditos da imagem: Moon Express).

É hora de ir para as equipes que ainda estão tentando ganhar o prêmio Google Lunar X (GLXP, na sigla em inglês), de 30 milhões de dólares.

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Os organizadores da GLXP estão oferecendo US$20 milhões para a primeira equipe financiada pelo setor privado a pousar uma espaçonave na Lua, fazer com que ela viaje pelo menos 500 metros na superfície lunar e registre fotos e vídeos em alta definição. Outros US$5 milhões vão para a segunda equipe que realizar essas tarefas e mais US$5 milhões está disponível para outras realizações, como encontrar gelo na Lua.

As equipes têm até 31 de dezembro de 2017 para reivindicar o prêmio.

Cinco equipes permanecem na corrida: a SpaceLIL, a Team Indus, a Moon Express, a Hakuto e a Synergy Moon.

O lançamento do Falcon Heavy

(Créditos da imagem: SpaceX).

Se tudo correr de acordo com o planejado, o foguete Falcon Heavy da empresa SpaceX será lançado pela primeira vez neste verão ou primavera.

O Falcon Heavy será o foguete mais poderoso do mundo quando estiver funcionado, capaz de transportar 60 toneladas para a órbita terrestre baixa (LEO, na sigla em inglês) e 24,5 toneladas para órbita de transferência geoestacionária (GTO, na sigla em inglês), de acordo com representantes do SpaceX. Para comparar, o atual foguete mais forte em operação, o Delta IV Heavy, da United Launch Alliance, pode transportar 31,7 toneladas para a LEO e 15,7 toneladas para a GTO.

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O primeiro voo teste da cápsula “Dragon”

(Créditos da imagem: NASA/Dmitri Gerondidakis).

A cápsula Dragon, desenvolvida pela empresa SpaceX, será uma cápsula que levará astronautas para a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) e outros destinos espaciais. O primeiro voo orbital inaugural deve ser realizado em 2017.

O SpaceX detém um contrato multibilionário com NASA para desenvolver esse “táxi de astronauta” (como faz a Boeing, que está construindo uma cápsula chamada de “CST-100 Starliner”). O primeiro voo teste da Dragon está programada para decolar em novembro deste ano, disseram funcionários da NASA.

Blue Origin lançará pessoas para o espaço

(Créditos da imagem: Blue Origin).

Outra empresa privada de voo espacial, a Blue Origin, pretende enviar pessoas ao espaço antes de 2017.

Representantes da Blue Origin disseram que planejam lançar voos de testes com tripulação no veículo suborbital “New Shepard” em algum momento deste ano. Os voos comerciais com passageiros pagantes devem começar em 2018, se os prazos atuais forem mantidos.

A New Shepard já atingiu o espaço suborbital cinco vezes em voos de teste que ocorreram entre novembro de 2015 e outubro de 2016. Todos os cinco voos foram realizados pelo mesmo foguete, que já foi aposentado.

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O SpaceShipTwo será ligado novamente

(Créditos da imagem: Virgin Galactic).

Este ano, a Virgin Galactic “continuará saltando para trás” do trágico acidente de outubro de 2014 que matou o co-piloto Michael Alsbury, feriu o piloto Peter Siebold e destruiu o primeiro avião espacial suborbital da empresa, o VSS Enterprise.

A empresa desenvolveu outra nave espacial, conhecida como VSS Unity, em fevereiro do ano passado e o veículo saiu pela primeira vez em setembro. Esse voo inaugural foi um teste de “carregamento cativo”, durante o qual Unity ficou ligado à sua nave-mãe, WhiteKnightTwo.

O avião espacial voou livremente em dezembro, voltando à Terra em um pouso de pista após seu primeiro voo de deslizamento solo. Unity realizará uma série de voos de deslize antes de se graduar a voos de teste movidos a foguete.

Lançamento do Tianken-1 para visitar a 2ª Estação Espacial Chinesa

(Créditos da imagem: CASC/SpaceChina).

Um veículo de carga está programado para visitar o segundo laboratório espacial da China pela primeira vez neste ano.

A China lançou o laboratório conhecido como Tiangong-2 em setembro e os astronautas foram ancorados na espaçonave um mês depois. Em abril, o cargueiro Tianken-1 vai desembarcar numa missão para entregar combustível e outros suprimentos para Tiangong-2.

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Quatro tripulações vão à ISS

(Créditos da imagem: NASA/Bill Ingalls).

Os astronautas irão para a Estação Espacial Internacional este ano, como todos os anos há mais de uma década e meia (o gigantesco complexo em órbita tem sido continuamente equipado por tripulações desde novembro de 2000).

Quatro equipes estão programadas para irem à ISS nos foguetes Soyuz este ano. As passagens dos astronautas a bordo da ISS geralmente duram entre cinco e seis meses.

Um novo caçador de exoplanetas

(Créditos da imagem: MIT).

A NASA pretende lançar o Satélite Transacional de Exoplanetas (TESS, na sigla em inglês) em algum momento deste ano,, embora nenhuma data de lançamento tenha sido definida.

O TESS vai passar dois anos procurando planetas que cruzem os “rostos” de suas estrelas-mães — a mesma estratégia de detecção usada pelo telescópio espacial Kepler da NASA, que descobriu cerca de dois terços dos 3.500 exoplanetas conhecidos até agora.

O Kepler analisou mais de 150 mil estrelas distantes durante sua busca original por planetas. O TESS, pelo contrário, vai estudar um número menor de estrelas.

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Adaptado de Mike Wall para o Space.com.

 

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Giovane Almeida
Sou baiano, tenho 18 anos e sou fascinado pelo Cosmos. Atualmente trabalho com a divulgação científica na internet — principalmente no Ciencianautas, projeto em que eu mesmo fundei aos 15 anos de idade —, com ênfase na astronomia e biologia.

3 comentários

  1. Boa noite, Santana!
    Você faz pesquisas cuidadosas, parabéns!
    Devo, então, lhe sugerir: pesquise — e publique! — sobre a Terra Plana. Dispa-se de possíveis azedumes, centre-se na Lógica, e boa viagem!
    Abraço.

  2. Acho espetacular essas informações que nos chegam. É lamentável apenas, os eventos não serem transmitidos em tempo real Com certeza ainda dariam um bom Ibope.

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