Congresso Nacional Brasileiro, Brasília. (Créditos da imagem: Thiago Melo).

Em 2017 inicia-se o auge dos movimentos dos cientistas contra o desprezo em que sofria a ciência brasileira pelos governos brasileiros. 2019 foi um dos anos em que mais revezes sofreu o meio acadêmico do país, com contingenciamentos de verbas de universidades, cortes na CAPES, nomeações duvidosas para cargos de destaques na ciência, e demissão de respeitados nomes, como Ricardo Galvão, ex-diretor do Inpe. 

Frente ao desmantelamento que a ciência vinha sofrendo pelo governo, surgiu um movimento no congresso, que conseguiu pegar uma “carona” na Lei Orçamentária Anual (LOA). Agora, durante o ano de 2020, o MCTIC (Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação) está à salvo de novos contingenciamentos. Isso não quer dizer, no entanto, que será um ano bom para a ciência; o orçamento permanece baixo e já nasceu contigenciado. A LOA apenas impede o governo de baixá-lo ainda mais. A blindagem conseguiu também incluiu a Embrapa e a Fiocruz.

Como colocado pela Revista Pesquisa Fapesp, do orçamento de R$ 11,8 bi, apenas R$ 3,7 bi está livre, com o restante alocado para pagamento de dívidas e despesas. O relatório final da LOA trouxe alguns pequenos acréscimos para o CNPq, CAPES e Funttel. No entanto, mesmo assim esses órgãos enfrentaram redução de verbas em relação a 2019, como se pode observar neste infográfico do Jornal USP. [Pesquisa Fapesp, Jornal USP e Jornal da Ciência (SBPC)].