Concepção artística do Mars Helicopter. (Créditos da imagem: NASA/JPL-Caltech).

Como referido aqui no Ciencianautas em uma matéria sobre as MarsBees (abelhas de Marte, em tradução livre), voar em Marte é complicado devido à sua atmosfera extremamente rarefeita.

Em 2020, a missão Mars 2020 será lançada. O rover procurará evidências de vida no passado marciano, estudará locais de pouso para futuras missões, etc. Mas a missão não acaba por aí. No último dia 11, a NASA anunciou que o rover não viajará sozinho. Junto com ele, a agência enviará um pequeno helicóptero.

Com cerca de 1,8 kg, sua principal função é avaliar a viabilidade de missões aéreas no planeta. Com os dados coletados em seus testes poderemos, futuramente, até mesmo projetar veículos aéreos para humanos no planeta vermelho.

“O recorde de altitude de um helicóptero voando aqui na Terra é de cerca de 40.000 pés. A atmosfera de Marte possui apenas um por cento da da Terra, então quando nosso helicóptero estiver na superfície marciana, [a pressão atmosférica] já será equivalente a 100 mil pés de altitude na Terra”, disse Mimi Aung, gerente do projeto.

O drone será instalado na “barriga” do rover. Quando pousarem em Marte, o rover procurará um local ideal para o primeiro voo do Mars Helicopter. Então ele ficará a uma distância segura, e os testes poderão ser iniciados.

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A luz leva alguns minutos para chegar em Marte. E essa é a velocidade máxima de comunicação. Logo, não é possível que um piloto controle o helicóptero daqui da Terra, então deverá ter uma certa autonomia.

Apesar de ser considerada uma missão de alto risco, caso o drone não funcione, nada afetará no rover. Se funcionar, significa que um grande passo foi dado na exploração de Marte.

A Mars 2020 será lançado em 2020 do Cabo Canaveral, na Flórida, EUA. O foguete que levará a missão é o Atlas V, da ULA.

Referência:

  1. NASA. “Mars Helicopter to Fly on NASA’s Next Red Planet Rover Mission”. Acesso em: 11 mai. 2018.
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Mais um insignificante humano habitando um pálido ponto azul no vasto oceano cósmico circundante. Com minha ilusória auto-importância, característica humana, pretendo seguir carreira no jornalismo científico. Apaixonado pela ciência desde criança, sou uma das poucas pessoas que como diz Carl Sagan, “passam pelo sistema com sua admiração e entusiasmo intactos”. Atualmente faço o ensino médio em uma ETEC e escrevo para o Ciencianautas.

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