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Quando falamos em “conservação ambiental” estamos nos referindo a um conceito largamente utilizado nos dias atuais em referência à necessidade do uso correto e consciente dos recursos naturais que estão à nossa disposição. Esse conceito surgiu da percepção de que o homem vem explorando a natureza de forma cada vez mais insustentável, ou seja, retirando dela quantidades cada vez maiores de recursos, e que muitas vezes é maior que o necessário à sua sobrevivência, favorecendo a perda da biodiversidade e de elementos minerais de forma a provocar o esgotamento de tais recursos na natureza.

Bem sabemos que na natureza existem os recursos renováveis e não renováveis, porém, mesmo que um determinado recurso, como a água, seja constantemente renovado pela natureza, não podemos explora-lo de forma exacerbada, pois a poluição da água, por exemplo, nem sempre é invertida por processos naturais e, além disso, gera uma cadeira de consequências para a fauna e flora.

Boa parte dessa exploração advém do modelo capitalista imposto em muitos países do mundo inteiro. Esse modelo acelerou os processos de industrialização, promovendo a produção e o consumo cada vez mais intensos. Como já disse o famoso químico Lavoisier: “Na natureza, nada se cria, nada se perda, tudo se transforma”. Assim, para mantermos esse ciclo de produção e consumo, é necessário que haja a exploração da matéria prima na natureza, como árvores para a fabricação de papel, couro para artigos de decoração, petróleo para a gasolina, óleo diesel, entre outros. Mas, ao passo que retiramos recursos do ambiente para a produção de artigos industriais, reduzimos a biodiversidade, favorecemos o desmatamento e a fragmentação das florestas — problema sério enfrentado e discutido por muitos ecólogos, esgotamos os recursos naturais e, assim, geramos consequências, muitas vezes, irreversíveis para a natureza, ou que levará muitos e muitos anos para que sejam renovados pelo ambiente.

Nesse contexto, é necessário que a sociedade tenha consciência dos danos ambientais que nosso modelo econômico causa ao meio ambiente, e que, inevitavelmente, trará sérios danos ao ser humano, pois fazemos parte da natureza. Podemos citar como exemplo as práticas de desmatamento que representam a redução dos “filtros naturais” de gás carbônico, tornando o ar cada vez mais poluído, gerando doenças respiratórias na população; outro exemplo que podemos pensar é a poluição da água: muitas indústrias costumam lançar dejetos em rios, o que envolve metais pesados, por exemplo, extremamente perigoso para a saúde, podendo causar doenças como o câncer, e, sabemos bem que dependemos dessa água, pois são utilizadas pelos órgãos governamentais para disponibilização para a população, além dos que não têm acesso a água potável, consumindo a água diretamente do rio.

Podemos pensar em muitos outros exemplos, e todos estes precisam despertar em nós uma consciência ambiental sustentável, pois a destruição da natureza, sem dúvida alguma, poderá causar a extinção da nossa espécie.

Jessika Albuquerque
Jessika Gabriel de Albuquerque, graduanda em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e membra do Laboratório de Ecologia de Térmitas (LET). Ministra aulas e realiza pesquisas científicas, além de ser autora em jornais e sites de divulgação científica.